Shutdown nos EUA: 21.ª paralisação afeta serviços públicos

O Governo federal dos Estados Unidos entrou em shutdown, marcando a 21.ª vez que isso acontece na história do país. O impasse entre republicanos e democratas no Senado sobre o orçamento do próximo ano fiscal levou a uma paralisação parcial dos serviços públicos. Esta situação pode resultar em despedimentos em massa na Função Pública, caso o desacordo persista.

O Gabinete de Gestão e Orçamento da Casa Branca estima que cerca de 750 mil funcionários públicos serão afastados, enfrentando licenças sem vencimento. Historicamente, os salários destes trabalhadores foram pagos retroativamente após o fim do shutdown. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos, por exemplo, está a dispensar cerca de 40% do seu pessoal, enquanto os Institutos Nacionais de Saúde, que financiam investigação biomédica, estão a reduzir três quartos da sua equipa.

Embora as forças de segurança, as Forças Armadas e os aeroportos continuem a funcionar, os funcionários destes setores não receberão salários até que um novo orçamento seja aprovado. Se a paralisação se prolongar, a ausência de trabalhadores nos aeroportos poderá causar atrasos nos voos.

Além disso, alguns benefícios sociais poderão ser suspensos. Embora os subsídios de desemprego e o Medicare não sejam afetados, a verificação de benefícios e a emissão de cartões de crédito para estudantes poderão ser interrompidas. O Departamento de Estado também poderá atrasar a emissão de passaportes.

No que diz respeito ao Pentágono, mais de um milhão de militares estão a trabalhar sem remuneração, e novos contratos ou programas não podem ser iniciados. Embora alguns serviços nas bases militares permaneçam abertos, muitos procedimentos médicos estão a ser adiados.

Os parques nacionais, que atraem milhões de turistas nesta altura do ano, terão equipas reduzidas, o que significa que os visitantes poderão encontrar serviços limitados. O Serviço Nacional de Parques está a manter operações essenciais, mas alerta que apenas serviços básicos estarão disponíveis.

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Apesar da paralisação, alguns serviços considerados essenciais continuarão a funcionar, como a proteção das fronteiras e a segurança pública. O Serviço Nacional de Meteorologia também manterá as suas previsões. Funcionários do IRS, responsáveis pela recolha de impostos, continuarão a trabalhar, utilizando um financiamento especial aprovado anteriormente.

Os shutdowns têm sido uma constante na política norte-americana, com o mais longo a ocorrer durante o primeiro mandato de Donald Trump, durando 36 dias. O impacto económico de tais paralisações pode ser significativo, com estimativas a apontarem para uma redução do crescimento económico entre 0,1 e 0,2 pontos percentuais por semana.

A duração e o alcance desta paralisação poderão ter consequências duradouras, especialmente se o clima político continuar tenso. O desacordo entre os partidos está a causar incerteza numa economia já fragilizada por outras mudanças, como a introdução de novas tarifas e o impacto da inteligência artificial.

Leia também: O impacto das paralisações na economia dos EUA.

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Fonte: ECO

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