O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, abordou a crescente insegurança em Portugal, associando-a à precariedade laboral e à instabilidade na vida dos cidadãos. Durante um jantar comício em Vila Franca de Xira, Raimundo sublinhou que a coligação CDU (PCP/PEV) tem como objetivo “fazer o país avançar”, mas para isso é crucial resolver questões fundamentais.
“Vivemos uma brutal insegurança em Portugal, que se manifesta na precariedade do trabalho e na instabilidade da vida, especialmente entre os jovens”, afirmou. O líder comunista destacou a urgência de garantir o acesso à habitação, criticando o governo PSD/CDS-PP por considerar rendas de até 2.300 euros como moderadas. “É uma ofensa para a maioria da população considerar esse valor como acessível”, declarou, provocando reações entre o público presente.
Raimundo também abordou a situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mencionando que cerca de 50 mil utentes estão sem médico de família e que várias urgências, incluindo as de Obstetrícia, estão encerradas. “Não podemos admitir que haja urgências fechadas, especialmente em áreas tão críticas como a saúde das mães e das crianças”, enfatizou, recebendo aplausos da assistência.
No que diz respeito a Vila Franca de Xira, o secretário-geral do PCP destacou que muitas gerações no concelho não conhecem a gestão da CDU, que liderou a autarquia entre 1976 e 1997, sendo desde então governada pelo PS. “Estamos prontos para assumir responsabilidades e para governar”, garantiu.
Cláudia Martins, cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, também se fez ouvir no comício, defendendo a necessidade de revitalizar a identidade e a dinâmica do concelho. “Precisamos de uma Câmara Municipal que seja combativa e firme, capaz de exigir o que nos é devido”, concluiu.
A insegurança em Portugal é um tema que merece atenção e ação, e as propostas da CDU visam abordar as preocupações dos cidadãos. Leia também: O impacto da precariedade no mercado de trabalho em Portugal.
insegurança em Portugal insegurança em Portugal Nota: análise relacionada com insegurança em Portugal.
Leia também: Reforma do Estado: Mais tecnologia e menos ideologia em debate
Fonte: Sapo





