Kiev pede mais financiamento europeu para armas dos EUA

A embaixadora da Ucrânia na NATO, Alyona Getmanchuk, defendeu que a Europa deve aumentar o financiamento para a compra de armamento norte-americano, uma vez que os países europeus não conseguem fornecer as armas necessárias em quantidade suficiente. Em entrevista à agência France-Presse (AFP) na sede da NATO em Bruxelas, Getmanchuk destacou que “os países europeus da NATO não podem substituir as armas dos EUA, nem em modelo, nem em volume, nem em velocidade de entrega”.

As armas norte-americanas são consideradas cruciais, especialmente para a defesa aérea da Ucrânia. Este apelo surge antes de uma reunião dos ministros da Defesa da NATO e do Grupo de Contacto com a Ucrânia, onde se discutirá a continuidade do apoio militar. A maior parte do armamento é disponibilizada através da iniciativa PURL, um fundo multinacional liderado pelos Estados Unidos, que permite aos países europeus financiar a transferência de armas para a Ucrânia. Getmanchuk salientou que muitas das armas essenciais, como as baterias de defesa aérea Patriot, são entregues quase exclusivamente através deste mecanismo.

Recentemente, Kiev recebeu duas tranches de ajuda, totalizando cerca de 2 mil milhões de dólares, financiadas pelos Países Baixos e por vários países escandinavos. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que a Alemanha e o Canadá se comprometeram a financiar mais duas tranches, cada uma no valor de 500 milhões de dólares. “Seria bom finalizar os pacotes cinco e seis antes da reunião do Grupo de Contacto em Bruxelas”, afirmou Getmanchuk, sublinhando a necessidade de receber aproximadamente mil milhões de dólares por mês dos países europeus para que a iniciativa atinja todo o seu potencial.

A embaixadora também fez questão de esclarecer que Kiev não prefere as armas norte-americanas em detrimento das europeias. “Não é que prefiramos armas americanas às francesas ou alemãs. O problema é que estamos a pedir aos Estados Unidos armas que os europeus não podem fornecer”, explicou.

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Com a intensificação dos ataques russos, especialmente contra a infraestrutura energética da Ucrânia, o país tem defendido a necessidade de atacar o território russo. “A defesa aérea é crucial, mas, em última análise, é um analgésico. Para atacar a fonte da dor, precisamos de ataques profundos dentro da Rússia”, afirmou Getmanchuk.

Os Estados Unidos têm hesitado em fornecer capacidades de ataque de longo alcance, como mísseis, por receio de uma escalada do conflito. Contudo, o governo norte-americano, sob a liderança de Donald Trump, indicou recentemente a sua disposição para fornecer mísseis de cruzeiro Tomahawk à Ucrânia. O enviado dos EUA à Ucrânia, Keith Kellogg, afirmou que os ataques profundos da Ucrânia contra a Rússia com armamento norte-americano não podem ser descartados.

Leia também: A importância do apoio militar à Ucrânia.

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Fonte: ECO

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