O governo português anunciou que, para o próximo ano, prevê arrecadar cerca de 67.065 milhões de euros em impostos, o que representa um aumento de 2.828 milhões de euros em relação ao ano anterior. Este crescimento é principalmente impulsionado pelos impostos indiretos, que têm mostrado uma tendência de aumento significativa.
Os impostos que mais contribuem para esta receita são o IVA, o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) e o Imposto do Selo. O IVA, por exemplo, deverá gerar um acréscimo de 1.324 milhões de euros, enquanto o ISP e o Imposto do Selo deverão contribuir com aumentos de 187 milhões e 125 milhões de euros, respetivamente. Estes números refletem a recuperação económica e o aumento do consumo, que têm sido notados nos últimos meses.
Para o ano de 2025, o governo já tinha previsto uma receita de 61.061 milhões de euros, que foi revista para 64.237 milhões, superando em 3.176 milhões o montante inicialmente estimado. Este ajuste demonstra a confiança do governo na capacidade de arrecadação de impostos, mesmo num contexto de desafios económicos.
A previsão de receitas fiscais é um indicador importante da saúde económica do país e permite ao governo planear as suas despesas e investimentos. O aumento esperado na arrecadação de impostos pode ser visto como um sinal positivo, mas também levanta questões sobre a carga fiscal sobre os cidadãos e as empresas.
Os impostos são uma parte fundamental do funcionamento do Estado, pois financiam serviços públicos essenciais, como saúde, educação e infraestruturas. Contudo, é crucial que o governo equilibre a necessidade de arrecadar impostos com a promoção de um ambiente económico favorável ao crescimento e à criação de emprego.
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Fonte: Sapo





