Bancos globais aumentam 34% em valor de mercado no 3º trimestre

Os 25 maiores bancos globais viram o seu valor em bolsa aumentar em mais de 34% no terceiro trimestre de 2025, segundo um relatório da GlobalData. A capitalização bolsista agregada destes bancos atingiu 5,6 triliões de dólares, refletindo uma dinâmica macroeconómica favorável, cortes nas taxas de juro por parte dos bancos centrais e uma robusta atividade no mercado de capitais.

Murthy Grandhi, analista da GlobalData, destaca que a redução das pressões inflacionistas levou a uma postura mais dovish dos principais bancos centrais. Por exemplo, o Banco de Inglaterra cortou a sua taxa de juro diretora em 25 pontos base, reduzindo-a para 4% em agosto. Da mesma forma, a Reserva Federal dos EUA anunciou uma redução semelhante, o que teve um impacto positivo no setor bancário.

O JPMorgan Chase continua a ser o líder mundial em termos de capitalização de mercado, com um aumento de 44,6%, atingindo 867,4 mil milhões de dólares. Este crescimento deve-se, em grande parte, ao aumento da receita líquida de juros e a uma maior atividade de subscrição de dívida. Outros bancos americanos, como o Goldman Sachs e o Citigroup, também registaram subidas significativas, impulsionadas pela recuperação da banca de investimento e pela melhoria da eficiência de custos.

Em contrapartida, os bancos chineses enfrentam desafios. O valor de mercado dos quatro maiores bancos do país cresceu entre 5% e 37%, mas o Banco da China, com um aumento de apenas 4,6%, sinaliza vulnerabilidades nas suas operações internacionais e uma exposição ao frágil setor imobiliário. A recuperação modesta reflete a fraca procura interna e as incertezas comerciais entre os EUA e a China.

Na Europa, o Banco Santander e o BBVA destacaram-se com aumentos de 95,3% e 77,4%, respetivamente. O desempenho robusto destes bancos é atribuído ao aumento da procura de crédito, especialmente nos setores imobiliário e empresarial, além de um ambiente operacional mais forte em Espanha.

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Na região da Ásia-Pacífico, o Grupo Financeiro Mitsubishi UFJ do Japão cresceu 54,8%, enquanto o HDFC Bank da Índia teve um desempenho mais fraco devido à intensa concorrência. O Commonwealth Bank da Austrália registou ganhos modestos, refletindo a estabilização do mercado imobiliário.

Grandhi conclui que, apesar do crescimento significativo, os bancos globais enfrentarão um ambiente mais volátil no futuro. As tensões comerciais e geopolíticas, juntamente com a incerteza em relação aos cortes de juros, poderão testar as avaliações dos bancos. Os bancos americanos e europeus, com operações diversificadas, devem manter-se resilientes, enquanto os bancos chineses poderão enfrentar uma pressão renovada.

Leia também: O impacto das taxas de juro na banca global.

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Fonte: Sapo

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