As exportações de bens em Portugal registaram uma diminuição de 1,3% em agosto, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Este recuo é atribuído a uma queda nas vendas para dois dos principais parceiros comerciais do país: Espanha e Países Baixos, conforme revela o Instituto Nacional de Estatística (INE). Ao mesmo tempo, as importações aumentaram 3,1%, o que agravou o défice da balança comercial.
Os dados do INE mostram que, embora a queda das exportações de bens em agosto tenha sido menos acentuada do que em julho, quando se verificou uma descida de 11,2%, o cenário continua a ser preocupante. Excluindo as transações sem transferência de propriedade, o decréscimo das exportações de bens acentua-se, atingindo 5,5%.
Por outro lado, ao considerar apenas as exportações de combustíveis e lubrificantes, houve um aumento de 1,1%, em contraste com a queda de 10,1% observada em julho. O INE destaca que a redução nas exportações de combustíveis e lubrificantes foi significativa, com uma descida de 25,6%, refletindo tanto a diminuição dos preços como a redução do volume.
Em contrapartida, as exportações de material de transporte registaram um aumento de 10,8%, impulsionadas pelas vendas de veículos e outros equipamentos, especialmente para o Reino Unido. Este aumento ajudou a mitigar a queda mais acentuada nas exportações totais.
Analisando os principais parceiros comerciais de Portugal, as exportações para Espanha caíram 5,8%, enquanto para os Países Baixos a descida foi ainda mais acentuada, com uma redução de 22,2%. Também se verificou uma diminuição das exportações para a Alemanha, que recuaram 9,9%, principalmente no que diz respeito a máquinas e outros bens de capital.
Em contraste, as exportações para os Estados Unidos aumentaram 36,5%, impulsionadas por fornecimentos industriais, especialmente produtos químicos. No entanto, se excluirmos as transações sem transferência de propriedade, as exportações para os Estados Unidos caem 31,7%.
As importações, por sua vez, subiram 3,1% em agosto. Contudo, quando se excluem as transações com vista a trabalhos por encomenda, as importações diminuem 1,9%. Ao descontar combustíveis e lubrificantes, o aumento das importações foi de 8,5%.
Entre os principais produtos importados, destaca-se um aumento de 19,4% nos fornecimentos industriais, maioritariamente produtos químicos provenientes da Irlanda, e um acréscimo de 18,7% nas importações de material de transporte, incluindo aviões e automóveis de passageiros da Alemanha.
No final, o défice da balança comercial de bens aumentou em 313 milhões de euros em relação a agosto do ano anterior, totalizando 2.983 milhões de euros. Quando se excluem as transações sem transferência de propriedade, o défice foi ligeiramente menor, fixando-se em 2.850 milhões de euros.
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Fonte: ECO





