A EDP e a sua subsidiária EDPR registaram um crescimento significativo na produção de eletricidade nos primeiros nove meses do ano, com um aumento de 14% em ambas, atingindo 48 TWh e 30 TWh, respetivamente. Um dos principais destaques foi a produção solar, que disparou 116% para quase 6.900 GWh, com um impressionante aumento de 200% na América do Norte, onde foram gerados mais de 4.400 TWh. É importante notar que mais de 93% da capacidade instalada neste mercado está localizada nos Estados Unidos.
No que diz respeito à produção de gás na Península Ibérica, houve um crescimento notável de mais de 270%, totalizando 4.700 GWh. Por outro lado, a produção de carvão em Espanha também registou um aumento significativo de 350%, embora os números permaneçam em níveis relativamente baixos, com 360 GWh. A energia eólica, no entanto, apresentou uma ligeira queda de 1%, totalizando 22.400 GWh, com uma diminuição de 1% na América do Norte e de 6% na Europa, enquanto a América do Sul registou um aumento de 20%.
A produção hídrica, por sua vez, caiu 11%, totalizando 12.200 GWh, com quebras de 4% na Ibéria e de 25% no Brasil. No espaço de um ano, a EDPR instalou 3,3 gigawatts de capacidade bruta, com a Europa e a América do Norte a representarem mais de 80% deste aumento. A produção solar foi responsável por mais de 60% desta capacidade instalada.
Atualmente, a capacidade instalada da EDPR é de 19,8 gigawatts, com 2,3 gigawatts em construção. A empresa espera adicionar mais 2 gigawatts à sua capacidade até 2025, sendo que 900 MW correspondem a energia solar, principalmente nos EUA, e 600 MW a energia eólica onshore, com a Europa a ter um peso significativo. O armazenamento também é uma prioridade, com 600 MW, incluindo 300 MW de energia eólica offshore, através da parceria Oceans Wind.
Por regiões, a produção da EDPR na América do Norte aumentou 20%, impulsionada por novas centrais. Na Europa, a produção manteve-se estável, embora os recursos eólicos tenham ficado abaixo da média devido ao efeito de rotação de ativos. Na América do Sul, a produção cresceu 30%, impulsionada por novas centrais eólicas e solares, além de melhores condições eólicas. Na região da Ásia-Pacífico, a produção aumentou 9%, resultado de mais adições de capacidade solar.
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Fonte: Sapo





