A Câmara Municipal de Lisboa aprovou, na passada quarta-feira, um apoio financeiro de 7,2 milhões de euros para a realização da Web Summit deste ano, que terá lugar entre 10 e 13 de novembro na capital portuguesa. Esta decisão foi tomada em reunião de vereação e contou com os votos a favor dos Novos Tempos e do Partido Socialista (PS), que anteriormente se tinha oposto à proposta.
O financiamento é proveniente do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa, que é alimentado por receitas da taxa turística. Este apoio é parte de um acordo estabelecido em 2018, quando a autarquia era liderada por Fernando Medina, que garante a realização da Web Summit em Lisboa até 2028. A continuidade deste evento é vista como uma oportunidade para promover a cidade e atrair investimentos.
Em setembro, o PS tinha votado contra a proposta, com a então candidata à autarquia, Alexandra Leitão, a criticar a transferência de verbas, alegando que isso prejudicava a Gebalis, a empresa responsável pela gestão de habitação social. No entanto, a alteração na origem da verba, que agora será retirada do orçamento da direção municipal de economia e inovação, levou a uma mudança de posição do PS, resultando na aprovação da proposta.
Apesar do apoio, a decisão continua a gerar controvérsia. João Ferreira, do PCP, expressou a sua desaprovação nas redes sociais, argumentando que a verba poderia ser melhor utilizada em outras áreas. A Web Summit, que atrai milhares de participantes de todo o mundo, é um evento crucial para a imagem de Lisboa como um hub tecnológico e de inovação.
A realização da Web Summit em Lisboa não só reforça a posição da cidade no cenário tecnológico global, mas também contribui para a dinamização da economia local. A presença de startups, investidores e líderes de opinião durante o evento pode trazer oportunidades significativas para o ecossistema empresarial da cidade.
Leia também: O impacto da Web Summit na economia de Lisboa.
Leia também: Nova comissão de inquérito à Santa Casa de Lisboa solicitada
Fonte: ECO





