O setor imobiliário na China continua a enfrentar dificuldades significativas, e as perspetivas de recuperação parecem distantes. As autoridades chinesas, em vez de oferecerem um suporte adicional a este sector em crise, estão a concentrar-se em fomentar o crescimento tecnológico, que consideram mais urgente.
Nos últimos anos, o setor imobiliário tem sido um dos pilares da economia chinesa, mas a desaceleração económica e as restrições impostas para controlar a dívida das construtoras têm levado a uma queda acentuada nos preços das propriedades. Apesar das dificuldades, os responsáveis políticos chineses não parecem dispostos a implementar medidas de apoio robustas para revitalizar o setor imobiliário.
A razão para esta escolha é clara: a competição tecnológica e outras questões económicas estão a exigir a atenção do governo. Pequim reconhece que, para garantir um crescimento sustentável a longo prazo, é crucial investir em inovação e tecnologia, áreas que podem impulsionar a economia de forma mais eficaz do que a recuperação do setor imobiliário.
Com a crescente importância da tecnologia, o governo chinês está a redirecionar recursos e esforços para apoiar empresas tecnológicas e startups. Esta mudança de foco pode ser vista como uma estratégia para preparar a economia para os desafios futuros, mesmo que isso signifique deixar o setor imobiliário à mercê das suas dificuldades atuais.
Os especialistas alertam que a falta de apoio ao setor imobiliário poderá ter repercussões a longo prazo, não apenas para os construtores, mas também para os consumidores e investidores. A confiança no mercado imobiliário está a diminuir, e muitos potenciais compradores estão a adiar decisões de compra, esperando que a situação melhore.
Enquanto isso, o governo continua a promover iniciativas tecnológicas, com a esperança de que um crescimento robusto nesta área possa compensar as fraquezas do setor imobiliário. A longo prazo, a transformação da economia chinesa para uma base mais tecnológica poderá trazer benefícios, mas a curto prazo, a instabilidade no setor imobiliário poderá criar desafios adicionais.
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Fonte: CNBC





