Casas em Lisboa são as mais caras, mas Madeira é menos acessível

Lisboa continua a ser o distrito com as casas mais caras de Portugal, tanto no mercado de venda como no de arrendamento. No entanto, a Região Autónoma da Madeira apresenta um cenário preocupante em termos de acessibilidade habitacional, tornando a compra de casa mais difícil para os residentes locais. Estas informações são destacadas no relatório de fevereiro do Observatório Imobiliário em Portugal, desenvolvido pelo Doutor Finanças, que analisa os preços, a oferta e as condições de acessibilidade à habitação.

Em Lisboa, o preço médio das casas atinge os 5.788 euros por metro quadrado, um valor que é 1,5 vezes superior à média nacional de 3.685 euros por metro quadrado. O distrito de Faro, com 4.811 euros por metro quadrado, é o segundo mais caro, enquanto a Madeira se posiciona em terceiro, com 4.334 euros por metro quadrado. Por outro lado, distritos do interior, como Guarda, Bragança e Castelo Branco, apresentam valores muito mais baixos, com preços por metro quadrado a rondar os 737 euros.

Quando analisamos as tipologias de imóveis, Lisboa mantém-se no topo. Um apartamento T2 na capital custa, em média, 6.738 euros por metro quadrado, enquanto na Madeira o preço é de 5.740 euros por metro quadrado. Em contrapartida, na Guarda, um T0 é 21 vezes mais barato do que em Lisboa, com um preço médio de 3.236 euros por metro quadrado.

No que diz respeito ao arrendamento, a situação é igualmente desafiadora. A renda média nacional é de 16,50 euros por metro quadrado, mas em Lisboa este valor sobe para 20,70 euros por metro quadrado. Apenas Faro ultrapassa a média nacional, com 16,60 euros por metro quadrado. Em distritos do interior, como Vila Real e Viseu, os preços de arrendamento são significativamente mais baixos, permitindo que os residentes paguem apenas um terço do que se paga em Lisboa.

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A acessibilidade habitacional é um dos principais indicadores analisados pelo Observatório. Este índice compara o rendimento líquido médio de um casal em cada distrito com a prestação do crédito à habitação. No caso da Madeira, um casal precisaria de gastar 70% da sua remuneração para pagar a prestação média de um apartamento T2, enquanto para uma moradia T3, essa percentagem sobe para 120%. Em contraste, em distritos como Portalegre e Guarda, os casais podem adquirir um apartamento T2 com apenas 14% e 12% do seu rendimento, respetivamente.

Em suma, enquanto Lisboa se destaca pelos preços elevados das casas, a Madeira enfrenta um desafio significativo em termos de acessibilidade habitacional. A análise do Observatório Imobiliário revela a necessidade de uma abordagem mais equilibrada na política habitacional em Portugal.

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acessibilidade habitacional acessibilidade habitacional Nota: análise relacionada com acessibilidade habitacional.

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Fonte: Doutor Finanças

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