Redução de alojamentos locais e desafios nas exportações

Em Portugal, está a ser implementado um processo de “limpeza” dos alojamentos locais, que deverá resultar na eliminação de mais de 40 mil unidades inativas até novembro. Este movimento, promovido pela Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), visa reduzir a oferta de alojamentos locais em cerca de um terço, num total de 125 mil registos a nível nacional. Em Lisboa, a previsão é que o número de alojamentos locais caia de 18.600 para entre 11 mil e 12 mil, enquanto no Porto a redução será de 10.600 para menos de 9 mil.

A Comissão Europeia já reconheceu a necessidade de “mais regras europeias” para regular o mercado de alojamentos locais e o impacto que estes têm na oferta de habitação. A pressão sobre o setor é crescente, especialmente em áreas urbanas onde o turismo e o arrendamento de curta duração têm gerado preocupações sobre a acessibilidade habitacional. A ALEP considera que esta medida é essencial para garantir a sustentabilidade do setor e a proteção dos direitos dos residentes.

Por outro lado, o setor da metalomecânica, que representa mais de 30% das exportações portuguesas, enfrenta desafios significativos devido a políticas protecionistas da Comissão Europeia. Bruxelas está a preparar uma nova medida que aumentará as taxas sobre as importações de aço, uma matéria-prima crucial para a indústria. Esta situação levanta preocupações sobre o futuro da metalomecânica em Portugal, que tem sido um pilar do crescimento económico e das exportações.

Além disso, o mercado de fundos de investimento em Portugal está a mostrar sinais de robustez. Nos primeiros nove meses do ano, foram captados mais de 3.000 milhões de euros, com um aumento significativo nas subscrições líquidas em setembro. Em resposta a este apetite dos investidores, foram lançados novos fundos de dívida, refletindo a dinâmica positiva do setor financeiro.

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Enquanto isso, o Ministério Público investiga o presidente do Governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque, por alegações de financiamento ilegal de campanhas eleitorais. Este caso tem gerado atenção mediática e pode ter repercussões políticas significativas.

Por fim, as companhias aéreas em Portugal enfrentam um montante de 145 milhões de euros em indemnizações devido a atrasos e cancelamentos de voos. Nos primeiros nove meses do ano, 36% dos voos partiram com irregularidades, afetando cerca de 9,5 milhões de passageiros. Este cenário ressalta a necessidade de uma melhor gestão operacional nas companhias aéreas.

alojamentos locais Nota: análise relacionada com alojamentos locais.

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Fonte: ECO

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