A Menzies, anteriormente conhecida como Groundforce, confirmou ao Jornal Económico que apresentou uma contestação formal ao relatório preliminar da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) relativo ao concurso de serviços de handling, no qual ficou em segundo lugar. A empresa aguarda agora o resultado do processo de revisão e a decisão final.
O concurso visa a renovação das licenças de atividade nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro. Após a análise das reclamações dos concorrentes e dos comentários dos comités de utilizadores dos aeroportos, o júri elaborará um relatório final que será submetido ao Conselho de Administração da ANAC para a decisão de seleção. A Menzies, que detém 49,9% da sua empresa de handling, a SPdH, está em risco de perder a operação nos três aeroportos, o que poderá ter um impacto significativo na sua atividade em Portugal.
Com a licença a expirar em novembro, o Governo já considerou a possibilidade de prorrogar a concessão por um ano, permitindo assim a conclusão do concurso. O consórcio Clece/South Europe Ground Services, que ficou em primeiro lugar, é detido pela Iberia, um potencial interessado na compra de uma participação na TAP.
Fontes próximas do processo afirmam que a contestação da Menzies é robusta e fundamentada. A TAP e a Menzies têm representantes nos comités consultivos que discutem questões relacionadas com a atribuição de licenças para serviços de assistência em terra. O Governo expressou preocupação com a instabilidade que esta situação pode provocar nos aeroportos e está a trabalhar numa solução jurídica para garantir a segurança dos trabalhadores, caso a Clece/South seja confirmada como vencedora.
A Menzies emprega cerca de 3.700 trabalhadores, número que sobe para cerca de 4.200 com temporários. O Governo está empenhado em assegurar que os postos de trabalho da Menzies sejam mantidos, caso a empresa espanhola venha a obter as licenças de handling.
O relatório preliminar da ANAC revelou que a Menzies obteve uma pontuação de 93,0526, enquanto o consórcio espanhol alcançou 95,2523. A Menzies contesta a avaliação, afirmando que existem fundamentos técnicos para a sua reclamação. A empresa acredita que a sua proposta demonstra um compromisso com a continuidade do serviço e a qualidade operacional.
A Menzies, que adquiriu a SPdH em 2024, defende que desde então tem mantido um desempenho operacional sólido e relações laborais construtivas. A empresa sublinha que a sua proposta representa o melhor valor e menor risco para a ANAC e para o público.
Os sindicatos do sector expressaram preocupações sobre a possibilidade de conflitos laborais caso a Menzies perca o concurso. A situação é delicada, pois a empresa está a operar com um número de trabalhadores que pode não ser suficiente para as suas necessidades.
A SPdH, agora sob a gestão da Menzies, está a implementar um plano de recuperação aprovado pelos credores, que inclui a entrada de um novo acionista. Este plano visa restaurar a credibilidade e a estabilidade da antiga Groundforce. A TAP, principal cliente da Menzies, é responsável por 70% da receita da empresa.
A Menzies continua a afirmar que as suas operações decorrem normalmente, focando-se na manutenção dos elevados padrões de serviço. A situação permanece em evolução, e o desfecho do concurso de handling poderá ter implicações significativas para a empresa e para os seus trabalhadores.
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Fonte: Sapo





