Poupança e Educação Financeira: A Iniciativa que Aterrorizou Alunos

No passado dia 31 de outubro, coincidindo com o Dia Mundial da Poupança e o Halloween, diversas figuras do governo português voltaram às salas de aula para promover a literacia financeira entre os jovens. A iniciativa “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro”, organizada pelo Ministério da Educação em colaboração com o Banco de Portugal e outras entidades, visou ensinar a importância da poupança e do investimento a centenas de alunos.

Durante quase cinco horas, ministros e reguladores financeiros tentaram transmitir conhecimentos sobre inflação, juros compostos e a necessidade de uma educação financeira sólida. Apesar da boa intenção, a tarefa revelou-se desafiante, com algumas piadas a não surtirem efeito e falhas técnicas a interromperem as apresentações. A realidade é que, em Portugal, apenas 7% dos adolescentes possuem um conhecimento financeiro avançado, muito abaixo da média de 11% da OCDE.

Na Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa, Joaquim Miranda Sarmento, ministro de Estado e das Finanças, partilhou a sua experiência pessoal sobre a importância da poupança. Usou a sua história de se tornar sócio do Benfica aos 13 anos como exemplo de como as escolhas financeiras podem influenciar outras áreas da vida, como o lazer. Miranda Sarmento alertou os alunos sobre o conceito de custo de oportunidade, enfatizando que o dinheiro não estica.

No entanto, a aula não foi isenta de erros. O ministro fez uma promoção entusiástica dos Certificados de Aforro, mas cometeu um lapso ao afirmar que a taxa de juro era inferior a 1%, quando na verdade está acima de 2%. Este tipo de erro não passou despercebido aos alunos, que mostraram estar atentos.

A literacia financeira é uma questão crítica em Portugal, onde a nova Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania tem sido alvo de críticas por ser considerada superficial. A iniciativa de levar figuras do governo às escolas é uma tentativa de reverter esta situação, mas os desafios são grandes. Miranda Sarmento, por exemplo, também abordou o tema das criptomoedas, alertando os jovens para os riscos associados e aconselhando cautela.

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Em paralelo, Gabriel Bernardino, presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, deu uma aula na Escola Básica e Secundária Fernão do Pó, no Bombarral, onde enfatizou a importância da poupança e do investimento a longo prazo. Ele partilhou experiências pessoais, como o erro de levantar dinheiro de um investimento prematuramente, sublinhando que o tempo é um aliado dos investidores.

Bernardino também alertou os alunos sobre os perigos das burlas financeiras, especialmente em tempos de redes sociais, onde influencers podem promover esquemas fraudulentos. A mensagem foi clara: a literacia financeira é essencial para proteger os jovens de decisões financeiras precipitadas.

No final do dia, a iniciativa revelou-se um passo importante na promoção da literacia financeira em Portugal, mas também expôs a necessidade de um esforço contínuo para melhorar o conhecimento financeiro entre os jovens. A educação financeira deve ser uma prioridade, não apenas nas escolas, mas em toda a sociedade.

Leia também: A importância da educação financeira nas escolas.

literacia financeira Nota: análise relacionada com literacia financeira.

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Fonte: ECO

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