Black Friday: Oportunidade ou Risco para o Consumidor?

A Black Friday, uma tradição norte-americana, tem vindo a ganhar cada vez mais espaço em Portugal, mas levanta questões sobre a sua legitimidade. Para muitos comerciantes e consumidores, esta data representa uma oportunidade de negócio, mas também existem riscos associados que não podem ser ignorados.

De acordo com um estudo da startup suíça Blackfriday.pt, os consumidores portugueses poderão gastar, em média, 385 euros durante a Black Friday de 2025. No entanto, essa euforia promocional pode esconder armadilhas que afetam os direitos do consumidor. A legislação portuguesa exige que os comerciantes indiquem de forma clara o preço mais baixo praticado nos últimos 30 dias para o mesmo produto. No caso de produtos perecíveis, esse prazo reduz-se para 15 dias.

Infelizmente, alguns comerciantes tentam contornar estas regras. Por exemplo, ao utilizar unidades de medida diferentes para comparar preços, eles podem incorrer em contraordenações económicas graves. Além disso, práticas como a maquilhagem de preços, onde o preço de um produto é artificialmente elevado antes da Black Friday para simular um desconto, são também uma realidade. Isso cria uma falsa sensação de urgência e poupança para o consumidor, que pode acabar a pagar mais do que deveria.

Na Black Friday do ano passado, a ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica – abriu 21 processos de contraordenação devido a estas práticas, sublinhando a violação dos direitos dos consumidores. Assim, a questão que se coloca é: Black Friday ou fraude? A resposta depende da transparência dos comerciantes e da capacidade dos consumidores de se informarem adequadamente.

Para que a Black Friday seja realmente vantajosa, é essencial que os consumidores estejam atentos e façam compras informadas. A comparação de preços e a verificação da veracidade das promoções são passos fundamentais para evitar surpresas desagradáveis.

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Fonte: ECO

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