A vereadora do PS, Alexandra Leitão, expressou a sua preocupação em relação à viabilização dos orçamentos do novo executivo da Câmara Municipal de Lisboa, liderado pelo social-democrata Carlos Moedas. Durante a cerimónia de instalação dos órgãos municipais para o mandato de 2025-2029, realizada na Gare Marítima de Alcântara, Leitão afirmou que “em princípio” será “difícil” aprovar os orçamentos deste novo governo.
Leitão, que lidera a vereação socialista, destacou que o PS irá desempenhar um papel de oposição rigorosa e exigente. “Vamos ser leais, como sempre”, sublinhou, referindo-se à postura que o partido pretende adotar em relação ao novo executivo. Esta posição contrasta com o anterior mandato, onde o PS, apesar de não estar na liderança, conseguiu viabilizar os orçamentos através de abstenções, permitindo a Moedas governar sem maioria absoluta.
O novo mandato de Carlos Moedas, reeleito nas eleições de 12 de outubro com 41,69% dos votos, mantém a mesma situação de falta de maioria absoluta. A candidatura “Por ti, Lisboa” conseguiu eleger oito vereadores, um a mais do que em 2021, mas ainda está a um mandato de alcançar a maioria. A segunda candidatura mais votada, “Viver Lisboa”, liderada por Alexandra Leitão, obteve 33,95% dos votos e elegeu seis vereadores.
Sobre a possibilidade de uma aliança entre o PSD, CDS-PP e IL com o partido Chega, Leitão evitou comentar, afirmando que não se deve basear em “boatos ou coisas que ainda não aconteceram”. “Vamos aguardar para ver como é que este novo ciclo, com novas correlações de forças, vai evoluir”, acrescentou a vereadora.
Os desafios em torno dos orçamentos de Lisboa são evidentes, especialmente com a diversidade de forças políticas no novo executivo. O Chega, por exemplo, conseguiu 10,10% dos votos e elegeu dois mandatos, enquanto a CDU obteve 10,09% e elegeu um vereador, falhando a eleição de um segundo por uma diferença mínima de votos.
Com a nova configuração política, a viabilização dos orçamentos em Lisboa será um tema central nas próximas discussões. A capacidade do PS de influenciar este processo será crucial para o futuro da cidade. Leia também: A importância das alianças políticas na Câmara Municipal de Lisboa.
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Fonte: ECO





