Corrupção na Ucrânia: escândalo no setor energético

Um novo escândalo de corrupção está a abalar a Ucrânia, colocando em cheque a integridade do governo de Volodymyr Zelensky. A justiça ucraniana acusou sete indivíduos de estarem envolvidos num esquema de corrupção que movimentou cerca de 100 milhões de dólares, centrado no setor energético. Os crimes incluem subornos e manipulação de contratos públicos, com a Energoatom, a agência nuclear do país, a ser uma das principais entidades implicadas.

Entre os acusados destaca-se Timur Mindich, um antigo parceiro de negócios de Zelensky, que está a ser apontado como uma figura central nesta investigação. Mindich, que é produtor de cinema e coproprietário da produtora Kvartal 95, teria beneficiado das suas ligações com o presidente, aumentando a sua influência ao longo dos anos. A investigação, que durou 15 meses e envolveu mais de 70 buscas em todo o território, levou a oposição a criticar o governo, acusando Zelensky de não conseguir conter a corrupção na Ucrânia.

O Gabinete Nacional Anticorrupção (NABU) confirmou que está a investigar um grande esquema de corrupção no setor energético, incluindo a Energoatom. Mindich, de 46 anos, fugiu antes das buscas que ocorreram em imóveis associados a ele. Nascido em Dnipro, Mindich tem laços com o oligarca Ihor Kolomoisky e, segundo fontes, tem também ligações a Israel. Recentemente, celebrou o seu aniversário em Israel e, após um breve regresso à Ucrânia, voltou a deslocar-se para fora do país.

A investigação sobre Mindich não se limita ao setor energético. O NABU está a examinar as suas ligações com a empresa de drones Fire Point e a sua suposta participação em negócios de diamantes na Ucrânia e na Rússia. Além disso, há alegações de que Mindich teria recomendado a Zelensky a nomeação de Oleksiy Chernyshov, ex-vice-primeiro-ministro, que foi demitido após acusações de suborno.

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O escândalo de corrupção na Ucrânia levanta questões sobre a capacidade do governo de Zelensky em lidar com a corrupção endémica que afeta o país. As investigações em curso e as ligações de Mindich a figuras proeminentes do governo só aumentam a pressão sobre o presidente, que já enfrenta críticas por não ter conseguido implementar reformas eficazes.

Leia também: a luta da Ucrânia contra a corrupção e os desafios do governo de Zelensky.

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Fonte: Sapo

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