O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, exigiu a renúncia dos ministros da Justiça e da Energia, Herman Halushchenko e Svitlana Hryshchuk, após uma investigação de corrupção que pode envolver até 100 milhões de euros. Esta decisão surge no contexto de uma mega-investigação que está a manchar a reputação do governo ucraniano e a abalar a confiança dos aliados que apoiam o país na sua luta contra a Rússia.
A primeira-ministra, Yulia Svyrydenko, anunciou que ambos os ministros apresentaram as suas renúncias, seguindo as instruções do presidente. Zelensky afirmou que “eles não podem permanecer no cargo” e que a confiança é fundamental para a liderança do país. A rapidez na destituição dos ministros é vista como uma medida necessária para restaurar a credibilidade do governo ucraniano.
Além das renúncias, o governo ucraniano iniciou um processo de sanções contra Oleksandr Tsukerman e Timur Mindich, associados próximos de Zelensky, que estão a ser investigados por corrupção. Espera-se que o presidente assine as sanções, que entrarão em vigor após a aprovação do conselho.
Halushchenko, que já foi ministro da Energia antes de assumir a Justiça, expressou apoio à sua suspensão e afirmou que se defenderá legalmente. A investigação do Gabinete Nacional Anticorrupção (NABU) aponta para um esquema de corrupção em larga escala relacionado com a Energoatom, a empresa estatal de energia nuclear da Ucrânia.
O NABU já acusou oito pessoas por envolvimento no caso, que inclui subornos e abuso de poder. A investigação, que durou 15 meses, resultou em 1.000 horas de escutas telefónicas e 70 buscas. O principal suspeito, Timur Mindich, é um ex-colaborador de Zelensky e está a ser investigado por influenciar Halushchenko.
Além de Mindich, outras figuras proeminentes, como o ex-vice-primeiro-ministro Oleksiy Chernyshov e o ex-ministro da Defesa Rustem Umerov, também estão sob investigação. A situação é ainda mais complicada, pois Tsukerman e Mindich deixaram o país antes de serem formalmente acusados, levando o SAPO a investigar possíveis cúmplices que facilitaram a sua fuga.
Este caso de corrupção na Ucrânia é um duro golpe para o governo, que enfrenta desafios significativos na sua luta contra a corrupção interna. A confiança dos aliados internacionais é crucial, especialmente em tempos de conflito. Leia também: “A luta da Ucrânia contra a corrupção e os desafios do governo”.
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Fonte: Sapo





