Investigação sobre negócios do Novobanco envolve ex-diretor

Uma nova investigação está a lançar luz sobre os negócios imobiliários do Novobanco, envolvendo o ex-diretor da instituição, Volkert Reig Schmidt. Recentemente, surgiram suspeitas sobre uma transação que o ligaria à venda de uma herdade do banco à sua mulher, além de um negócio imobiliário no Porto que poderá ter gerado lucros significativos para o ex-quadro.

Em 2021, a gestora de ativos do Novobanco, liderada por Volkert Reig Schmidt, concretizou a venda de um terreno nas Antas, no Porto, a uma entidade chamada Fado Land II. Este veículo está associado a uma joint-venture entre os fundos de Carlos Vasconcellos Cruz (Quântico) e Cristóbal de Castro (Albatross). O negócio foi fechado por 27 milhões de euros, representando um desconto de 45% em relação ao valor registado nas contas da GNB.

Posteriormente, Volkert Reig Schmidt, através de uma empresa da sua mulher e com dois amigos espanhóis, adquiriu dois apartamentos no empreendimento Atrium Antas: um T3 por 452 mil euros e um T4 por 395 mil euros. As imobiliárias estimam que estas aquisições tenham sido realizadas com um desconto de 35% face ao valor médio de mercado.

Após a divulgação de informações sobre a venda da herdade no Meco, Volkert Reig Schmidt e os seus associados apressaram-se a vender os apartamentos, garantindo uma mais-valia de 150 mil euros. O jornal Público revelou que estas operações, juntamente com a venda da herdade, revelaram uma rede de ligações entre investidores espanhóis, que visavam lucrar com imóveis do Novobanco e que estão a ser investigados no âmbito da Operação Haircut.

Este grupo de investidores é frequentemente referido como o “gangue espanhol” ou “gangue da pescada cozida”, em alusão aos almoços regulares que realizavam em Lisboa, onde alinhavam interesses para partilhar ganhos rápidos em operações controversas do Novobanco.

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Volkert Reig Schmidt, que deixou o banco no verão passado, defendeu-se, afirmando que está a ser alvo de uma campanha de difamação. Afirmou ainda que as transações em que esteve envolvido foram realizadas a preços de mercado e em conformidade com os procedimentos internos do Novobanco, como confirmam auditorias independentes.

O ECO tentou obter comentários do Novobanco, de Volkert Reig Schmidt e da Quest Capital, mas não recebeu resposta.

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Fonte: ECO

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