Galp perto de fechar parceria para exploração de petróleo na Namíbia

A Galp está a dar passos decisivos para fechar uma parceria no projeto de exploração de petróleo no complexo do Mopane, na Namíbia. João Diogo Marques da Silva, co-CEO da empresa, revelou que a companhia está na fase final de seleção de um parceiro, enfatizando a importância deste projeto para o portfólio da Galp. A escolha do parceiro será fundamental, devendo ser uma operadora com experiência em águas profundas.

Durante a inauguração da nova loja flagship da Galp em Lisboa, Marques da Silva afirmou: “Estamos na fase final de estabelecer essa parceria”. Ele destacou que a Galp procura um parceiro altamente competente, que possua as credenciais necessárias para desenvolver um projeto que é crucial para a empresa e que irá garantir a longevidade do seu portfólio de exploração.

A Galp detém 80% dos ativos do complexo na Namíbia e está a considerar a venda de uma fatia de 40% destes ativos. A empresa estima que o complexo possa ter a capacidade de produzir mais de dez mil milhões de barris de petróleo, o que levou a um aumento significativo de mais de 20% nas suas ações após o anúncio da descoberta, em abril do ano passado.

Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, Maria João Carioca, co-CEO da Galp, abordou a possibilidade de uma troca de ativos no âmbito da venda. Ela afirmou que a empresa está aberta a essa opção, desde que traga uma “clara visibilidade” sobre o retorno esperado dos ativos de Mopane.

Questionado sobre a origem geográfica do parceiro, Marques da Silva respondeu que os principais operadores em águas profundas são bem conhecidos e deixou a sugestão para que os analistas façam as suas apostas. Quanto ao cronograma, ele reiterou a intenção de encontrar um parceiro até ao final do ano.

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Em relação a Moçambique, o co-CEO expressou confiança na resolução de questões fiscais com o Governo. A Galp notificou formalmente o Estado moçambicano sobre uma disputa relacionada com a venda de uma participação de 10% no consórcio da Área 4 de gás natural. Marques da Silva acredita que a empresa conseguirá um entendimento favorável, afirmando que as instituições devem chegar a um acordo sensato.

A Galp também inaugurou recentemente a sua primeira loja flagship em Lisboa, um espaço que visa aproximar a empresa dos consumidores. Localizada na Avenida 5 de Outubro, a loja oferece consultoria e soluções energéticas personalizadas, permitindo que os clientes façam escolhas informadas em eletricidade, gás e mobilidade elétrica.

Com mais de 50 lojas em Portugal, a Galp planeia expandir a sua rede para quase 90 lojas nos próximos dois anos. Este investimento reflete o compromisso da empresa em oferecer serviços de qualidade e soluções inovadoras aos seus clientes.

Leia também: Galp recorre à arbitragem na disputa fiscal com Moçambique.

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Fonte: ECO

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