Consórcio Atlantic Connect Group aumenta participação na Azores Airlines

O consórcio Atlantic Connect Group, que reúne os empresários Carlos Tavares, Tiago Raiano, Paulo Pereira e Nuno Pereira, apresentou uma proposta para adquirir 85% do capital da Azores Airlines por 17 milhões de euros. Esta oferta mantém o mesmo preço por ação que foi apresentado em março, apesar do aumento da participação a ser adquirida, que passou de 76% para 85%.

A proposta foi confirmada por uma fonte do consórcio ao ECO. O valor total da proposta subiu de 15,2 milhões de euros para 17 milhões, mas o preço por ação permanece inalterado. Agora, a decisão sobre a proposta cabe ao júri do concurso público, que já iniciou o processo de consulta a assessores jurídicos e económico-financeiros para a elaboração do relatório preliminar. O presidente do júri, Augusto Mateus, afirmou que, após a entrega do relatório, o consórcio terá a oportunidade de se pronunciar em audiência prévia antes da elaboração do relatório final.

O economista envolvido no processo elogiou a possibilidade de flexibilização do prazo para a privatização, que está negociada com Bruxelas até ao final de 2025. Essa extensão permitirá uma análise mais cuidadosa da situação da companhia. “A expectativa é que o relatório preliminar seja feito rapidamente, mas sem pressas excessivas”, comentou.

O Atlantic Connect Group, que inclui Tiago Raiano, presidente do grupo de turismo Newtour, Nuno Pereira, da MS Aviation, Carlos Tavares, ex-CEO da Stellantis, e Paulo Pereira, proprietário da Quinta da Pacheca, apresentou uma proposta que considera a atual situação financeira da Azores Airlines. O consórcio enfatizou que a sua visão estratégica está orientada para a sustentabilidade da companhia, reconhecendo-a como um ativo estratégico para Portugal e para a Região Autónoma dos Açores.

Além disso, o Expresso noticiou que o consórcio está a considerar que os encargos da privatização, que deverão ser cobertos pelo Governo Regional, podem ascender a cerca de 622 milhões de euros. Este montante inclui 470 milhões de euros em dívida e um prejuízo previsto de 72 milhões de euros para este ano.

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A Azores Airlines, que faz parte do grupo SATA, reportou um EBITDA positivo de 300 mil euros, mas enfrentou prejuízos de 41,1 milhões de euros, valores superiores aos do primeiro semestre de 2024. A Comissão Europeia já tinha aprovado uma injeção estatal de 453,25 milhões de euros à SATA Air Açores, condicionando a venda de pelo menos 51% da Azores Airlines até ao final de 2025.

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, expressou satisfação pela entrega da proposta, mas admitiu que a privatização da companhia poderá ser adiada. “É necessário voltar a conversar com a União Europeia, o que poderá provocar prorrogações de prazos”, afirmou. Bolieiro destacou que, embora o plano de reestruturação da SATA preveja a conclusão da privatização até ao final de 2025, a resposta do mercado pode levar a adiamentos. Ele afastou, no entanto, a possibilidade de encerramento da companhia, desde que a proposta seja válida para aceitação.

Leia também: Azores Airlines: Adiamento garante consistência da proposta.

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Fonte: ECO

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