O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que a conversão da dívida africana em investimento é uma solução mais viável do que o perdão ou a reestruturação da dívida. Durante a cimeira entre a União Africana e a União Europeia, que decorreu em Luanda, Angola, Rangel sublinhou que este mecanismo “tem pés para andar” e está a ser cada vez mais adotado por vários países.
O governante explicou que, apesar de muitos países não poderem contemplar um perdão total da dívida, a conversão representa uma alternativa que beneficia tanto os credores como os devedores. “A conversão da dívida é mais fácil para os países que são credores e traz muito valor acrescentado para os países devedores”, afirmou Rangel.
Este modelo já está a ser aplicado em programas entre Portugal e nações lusófonas, como Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Rangel destacou que a conversão da dívida tem sido utilizada com sucesso em projetos de energias renováveis, contribuindo para a modernização ambiental e a autonomia energética desses países.
“A dívida pode ser, se assim se entender, perdoada, desde que haja investimento nos setores adequados. É uma solução em que todos ganham, criando oportunidades para empresas e emprego, e gerando valor nas economias africanas”, disse o ministro.
A cimeira UA-UE, que termina hoje, teve como objetivo promover a paz e a prosperidade através de um multilateralismo eficaz. O encontro contou com a presença de 80 delegações, incluindo líderes de 29 países africanos, e foi copresidido pelo Presidente de Angola, João Lourenço, e pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa.
A União Europeia, composta por 27 países, e a União Africana, que inclui 55 nações, estão a explorar formas de fortalecer a cooperação, com a conversão da dívida africana a emergir como uma estratégia promissora.
Leia também: O impacto da dívida na economia africana e as soluções em debate.
conversão da dívida africana conversão da dívida africana conversão da dívida africana Nota: análise relacionada com conversão da dívida africana.
Leia também: DBRS prevê riscos de recessão para dívidas soberanas em 2026
Fonte: Sapo





