A agência de notação financeira Morningstar DBRS apresentou uma perspetiva neutra para as dívidas soberanas, alertando para “riscos elevados de recessão” em 2026. Apesar de prever um crescimento económico global “razoavelmente robusto” para o próximo ano, a DBRS destaca que as políticas comerciais, as tensões geopolíticas e os desequilíbrios fiscais poderão impactar negativamente as notações de crédito.
No seu relatório, a DBRS afirma que, embora as políticas fiscais e monetárias estejam “posicionadas para apoiar o crescimento” em 2026, os “desequilíbrios fiscais não resolvidos” poderão prejudicar as notações de crédito das dívidas soberanas. A agência sublinha que os riscos são elevados em várias frentes, incluindo a política comercial global, que poderá trazer “surpresas contínuas”. O protecionismo comercial, especialmente por parte dos EUA, poderá evoluir, resultando em taxas tarifárias médias mais altas.
Além disso, a DBRS alerta que os conflitos armados e as tensões regionais podem agravar-se, enquanto os grandes desequilíbrios orçamentais em várias economias avançadas poderão limitar a capacidade de resposta dos governos a futuras recessões. “Devido a estes riscos iminentes, entramos em 2026 com uma perspetiva mais neutra”, refere a agência.
Atualmente, a DBRS tem três notações de crédito soberano com tendências negativas e nenhuma com tendências positivas, uma mudança significativa em relação ao ano passado, quando contava com seis notações positivas e apenas uma negativa. A agência considera “pouco provável” que o cenário de 2023, em que as subidas das notações de crédito soberano superaram as descidas, se repita.
Apesar das incertezas, a DBRS revela que, das suas 45 notações de crédito soberano público, 42 têm tendências estáveis. Isso implica que a agência espera que mais de 90% das suas notações de crédito soberano permaneçam inalteradas nos próximos 12 meses.
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dívidas soberanas dívidas soberanas Nota: análise relacionada com dívidas soberanas.
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Fonte: ECO





