Luís Marques Mendes, candidato à presidência de Portugal, afirmou que a greve é um direito legítimo dos sindicatos. Durante uma ação de pré-campanha para as eleições presidenciais marcadas para 18 de janeiro, Mendes destacou a importância do diálogo entre o Governo, os sindicatos e as entidades patronais. “Isto é uma negociação a três, e uma boa negociação é quando todos cedem em função de um objetivo”, disse.
O candidato, apoiado por PSD e CDS-PP, recusou-se a comentar as declarações do primeiro-ministro, que considerou a greve geral agendada para a próxima semana como desprovida de sentido do ponto de vista dos trabalhadores e motivada politicamente. Mendes, no entanto, reiterou que “a greve é legítima” e reconheceu que, embora possa causar transtornos, é um direito que deve ser respeitado.
Mendes enfatizou que o mais importante é que, mesmo após a greve, as negociações entre o Governo e a UGT continuem. “Não se devem fechar portas”, afirmou, elogiando a recente disposição do Governo e da UGT para manter o diálogo. “O ambiente estava muito crispado, mas agora está desanuviado, e isso é muitíssimo positivo”, acrescentou.
Sobre os impactos da greve geral marcada para 11 de dezembro, o ex-líder do PSD reconheceu que “uma greve cria sempre problemas”, mas acredita que os sindicatos ponderaram as consequências da sua decisão. “O essencial é que este percalço não prejudique o processo negocial e que o diálogo social continue”, sublinhou.
Mendes também comentou as propostas de alteração que o Governo pretende implementar, afirmando que um Presidente da República deve pronunciar-se apenas quando uma lei está aprovada. “Neste momento, só existe um anteprojeto que, evidentemente, sofrerá alterações”, disse, reforçando que a sua opinião sobre a proposta só será dada quando esta se transformar em lei.
Além da sua agenda política, Mendes visitou o mercado de Natal Wonderland Lisboa, onde interagiu com os cidadãos e recebeu votos de boa sorte para as eleições. Questionado sobre a saúde, Mendes reiterou a necessidade de resultados por parte do Governo, especialmente em áreas críticas como as urgências e a atribuição de médicos de família. “O Governo deve ser exigente e colaborante, e as pessoas esperam melhorias na saúde”, concluiu.
Leia também: A importância do diálogo social em tempos de crise.
Leia também: Cotrim Figueiredo analisa motivações da greve geral em Portugal
Fonte: Sapo





