Aumento do salário mínimo em 2026 é debatido na Assembleia da República

Na Assembleia da República, o debate sobre o aumento do salário mínimo em 2026 ganhou destaque esta quarta-feira, com intervenções de vários partidos. O PCP, Livre, BE e PAN pediram uma subida do salário mínimo, acusando o primeiro-ministro de estar a agir por receio de uma greve. Por outro lado, o PSD defendeu a continuidade da política de aumentos progressivos.

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, abriu a discussão criticando aqueles que, segundo ele, apoiam o aumento do salário, mas não neste momento. Raimundo sublinhou que os trabalhadores estão a receber uma parte cada vez menor da riqueza que produzem, referindo-se à proposta do primeiro-ministro de um salário mínimo de 1.600 euros como uma “manobra” e uma “demagogia”.

Em resposta, a deputada do PSD, Sónia Fernandes, condenou os comunistas por insistirem na subida do salário mínimo, desconsiderando o acordo tripartido que prevê um aumento progressivo. Fernandes destacou a importância de considerar fatores como a produtividade e a carga fiscal sobre as empresas antes de decidir sobre aumentos salariais.

A deputada do BE, Mariana Mortágua, apresentou a proposta do seu partido, que sugere um aumento do salário mínimo para 1.020 euros em 2026. Mortágua argumentou que um quarto da população portuguesa recebe o salário mínimo, um valor que considera insuficiente para cobrir despesas básicas, como a renda de uma casa.

O deputado do PSD, Paulo Edson Cunha, questionou a necessidade de uma greve geral no atual contexto económico, defendendo que o debate deve centrar-se na evolução gradual do salário mínimo. Por sua vez, o deputado do PS, Hugo Oliveira, fez uma crítica à oposição, afirmando que o partido socialista tem um histórico de valorização do salário mínimo.

Patrícia Gonçalves, do Livre, expressou a sua preocupação de que as propostas de alteração à legislação laboral não sejam suficientes para alcançar os 1.600 euros de salário mínimo, reiterando que a economia ainda depende de mão de obra barata e precária. Inês de Sousa Real, do PAN, também se juntou ao coro de vozes que alertam para a dificuldade que muitos portugueses enfrentam para gerir as suas despesas mensais.

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Na direita, Daniel Teixeira, do Chega, reconheceu que o salário mínimo em Portugal é baixo, mas criticou tanto o PSD como o PS por quererem manter um modelo económico que perpetua a situação. Mariana Leitão, da IL, criticou o que chamou de “leilão do salário mínimo” no parlamento, sugerindo que o foco deveria estar em produtividade e crescimento económico.

A discussão sobre o salário mínimo em 2026 revela a polarização entre os diferentes partidos e a complexidade da situação económica em Portugal. Leia também: A importância do salário mínimo na economia nacional.

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Fonte: ECO

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