Fed anuncia corte de juros em meio a divisões internas

A Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) vai anunciar, esta quarta-feira, um corte de 25 pontos base nas taxas de juro, estabelecendo-as entre 3,50% e 3,75%. Este será o terceiro corte consecutivo do ano, mas a reunião que antecede esta decisão é marcada por um elevado nível de discórdia entre os membros do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC). Enquanto alguns defendem a redução das taxas devido aos riscos no mercado, outros expressam preocupações em relação à inflação e preferem manter as taxas inalteradas.

Jim Reid, responsável pela pesquisa macroeconómica do Deutsche Bank, afirma que “todos os caminhos esta semana vão dar à reunião do FOMC”. O banco e os mercados esperam que a Fed anuncie este terceiro corte, totalizando seis reduções e 175 pontos base desde setembro de 2024. Contudo, Reid sublinha que a decisão pode não ser unânime, com dissidências esperadas tanto de membros mais conservadores quanto dos que apoiam cortes.

Michael Krautzberger, diretor de investimentos da Allianz Global Investors, recorda que o presidente da Fed, Jerome Powell, já havia indicado que um corte em dezembro “não é de forma alguma uma conclusão inevitável”. A incerteza sobre a situação económica, agravada pela falta de dados oficiais devido ao shutdown federal, e uma economia mais resiliente do que o esperado, têm gerado cautela.

Apesar da incerteza, Krautzberger acredita que as declarações recentes da Fed, os dados macroeconómicos e os preços de mercado indicam um corte de 25 pontos base. Segundo o CME FedWatch Tool, que analisa as expectativas de mercado, a probabilidade de um corte de 25 pontos base esta quarta-feira era de 89,5%.

Nos últimos dias, as expectativas em torno da reunião do FOMC oscilaram significativamente. Analistas do ING explicam que, apesar das declarações de Powell, a ata da última reunião revelou que muitos membros estavam inclinados a não reduzir as taxas em dezembro. A falta de dados oficiais antes da reunião, devido à paralisação do Governo, não ajudou a mudar a opinião dos membros.

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Entre os economistas, a previsão de um corte de 25 pontos base esta quarta-feira é amplamente apoiada. Numa sondagem da Reuters, 82% dos economistas consultados previram este resultado. No entanto, a incerteza persiste em relação aos cortes nas taxas de juro em 2026, com uma projeção mediana a apontar para um intervalo de 3,0%-3,5% no final do ano, sem um consenso claro sobre quando os cortes deverão ocorrer.

Os analistas do ING destacam que a questão principal será o que a Fed sinalizará para o próximo ano, especialmente com uma nova atualização das projeções. Nas últimas projeções, a Fed indicou apenas um corte nas taxas para 2026, num cenário de crescimento económico de 1,8% e inflação acima da meta.

A estrutura da Reserva Federal poderá também mudar em breve. A partir de maio, a Fed terá um novo presidente, com Kevin Hassett, atual diretor do Conselho Económico Nacional, como favorito. A possibilidade de uma mudança na liderança pode influenciar a abordagem da Fed em relação aos cortes de juros, especialmente se novos membros inclinados a reduzir as taxas forem nomeados.

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Fonte: ECO

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