O mercado português de fusões e aquisições (M&A) está a mostrar sinais de recuperação este ano, após uma fase de declínio. A viragem deve-se, em grande parte, à aquisição do Novobanco pelos franceses do BPCE, num negócio avaliado em 6,4 mil milhões de euros. Este investimento significativo está a ter um impacto positivo no setor, que se esperava enfrentar uma quebra acentuada.
Nos primeiros 11 meses de 2023, o capital mobilizado nas fusões e aquisições atingiu 14.732 milhões de euros, o que representa um aumento de 34,8% em comparação com o ano anterior, de acordo com dados da TTR Data. Este crescimento é notável, especialmente se considerarmos que, sem a transação do Novobanco, o mercado teria registado uma descida de cerca de 28%. Essa situação teria prolongado a tendência negativa que se observou no início do ano e que poderia ter afetado o desempenho do mercado em 2024.
Além disso, o número de operações de fusões e aquisições também reflete uma diminuição, com uma queda de 9,4% até agora. Este cenário evidencia a importância do negócio do Novobanco, que não só revitalizou o mercado, mas também trouxe uma nova dinâmica às transações em Portugal. A aquisição pelo BPCE é um exemplo claro de como um único grande negócio pode alterar a trajetória de um setor.
Os especialistas acreditam que a recuperação do mercado de fusões e aquisições pode continuar, especialmente se surgirem mais oportunidades de investimento. As empresas estão a começar a olhar para o futuro com mais otimismo, e isso pode resultar em mais transações nos próximos meses.
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Em suma, o efeito Novobanco é um marco que poderá influenciar o mercado de fusões e aquisições em Portugal durante o resto do ano e além. A capacidade de adaptação e a procura por novas oportunidades serão cruciais para o sucesso deste setor nos tempos vindouros.
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Fonte: Sapo





