Contratar um seguro de saúde é uma decisão importante que pode ajudar a reduzir despesas médicas e garantir acesso rápido a cuidados. No entanto, muitos consumidores cometem erros que podem ter consequências financeiras significativas, especialmente quando mais precisam de proteção. Neste artigo, vamos abordar os 12 erros mais comuns ao contratar um seguro de saúde e como evitá-los, assegurando que o seu investimento seja realmente vantajoso.
Um dos erros mais frequentes é escolher um seguro de saúde apenas pelo preço. Embora um prémio baixo possa parecer atractivo, ele não reflete necessariamente a qualidade da cobertura. É fundamental analisar o que está incluído no seguro, como a rede de prestadores e as exclusões do contrato. Um seguro de saúde barato pode esconder copagamentos elevados e limitações que podem surpreender quando se precisa de cuidados.
Outro erro comum é ignorar os períodos de carência. Este é o tempo que decorre entre a adesão ao seguro e o momento em que se pode utilizar certas coberturas. Por exemplo, algumas coberturas, como o parto, podem ter carências que vão até 12 meses. Se contratar um seguro de saúde em cima de um acontecimento, pode descobrir que não pode utilizá-lo imediatamente.
É igualmente importante ler atentamente as exclusões e sublimites do contrato. Muitos consumidores não se apercebem de que existem tratamentos que não estão cobertos, como terapias alternativas ou doenças pré-existentes. A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões recomenda que se leia cuidadosamente as condições gerais e particulares do seguro de saúde antes de assinar.
Outro erro frequente é confundir um plano de saúde com um seguro de saúde. Enquanto os planos oferecem descontos em consultas e exames, os seguros transferem o risco para a seguradora, cobrindo despesas até aos capitais contratados. Se procura proteção contra despesas elevadas, como cirurgias, um seguro de saúde é a melhor opção.
Descurar a rede de prestadores é outro erro a evitar. É essencial verificar se o seu hospital ou clínica habitual faz parte da rede do seguro. Caso contrário, poderá ter de pagar mais ou lidar com reembolsos parciais. Antes de subscrever, confirme a rede de prestadores e a disponibilidade de marcações.
Além disso, aceitar franquias e copagamentos sem fazer as contas pode levar a surpresas desagradáveis. Embora possam reduzir o prémio mensal, esses custos adicionais podem somar-se rapidamente. É aconselhável simular um ano de utilização para entender o custo total do seguro de saúde.
Omitir informações clínicas no questionário médico é outro erro que pode ter consequências graves. A omissão de doenças pré-existentes pode levar à recusa de um sinistro ou até à anulação da apólice. Seja transparente ao preencher o questionário, pois isso pode proteger-o no futuro.
Adiar a contratação de um seguro de saúde até que precise dele é um erro comum. Os períodos de carência e as condições pré-existentes podem limitar a sua cobertura. É importante planear com antecedência e considerar o seguro de saúde como uma forma de prevenção.
Dependendo apenas do seguro oferecido pela empresa também pode ser arriscado. Muitas vezes, esses seguros têm capitais limitados e exclusões que podem não cobrir todas as suas necessidades. Verifique as condições e considere complementar com um seguro individual.
Comparar propostas sem referências padrão é outro erro a evitar. A ASF recomenda utilizar condições padrão para facilitar a comparação entre seguros. Peça simulações com capitais e coberturas equivalentes para tomar uma decisão informada.
Por último, não ler as condições gerais e particulares do seguro de saúde até ao fim pode resultar em surpresas desagradáveis. Os detalhes mais importantes estão frequentemente nestes documentos, por isso, leia tudo com atenção antes de assinar.
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Fonte: Doutor Finanças





