Impacto económico da Fórmula 1 em Portugal entre 100 e 200 milhões

O regresso da Fórmula 1 a Portugal, agendado para 2027 e 2028 no Autódromo Internacional do Algarve, poderá ter um impacto económico mais modesto do que o inicialmente previsto. O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, apontou um valor de 140 milhões de euros por prova, mas especialistas sugerem que a realidade poderá situar-se entre 100 e 200 milhões de euros.

Paulo Reis Mourão, economista da Universidade do Minho, considera que o impacto económico real poderá ser mais próximo dos 100 a 120 milhões de euros, desafiando as expectativas mais otimistas do Governo. Por outro lado, Daniel Sá, diretor-executivo do IPAM, acredita que o impacto pode mesmo atingir os 200 milhões, enquanto o Turismo do Algarve estima um valor médio de 150 milhões por evento.

O Governo espera que cada Grande Prémio atraia cerca de 200 mil visitantes, o que contribuiria para o impacto económico desejado. Manuel Castro Almeida garantiu que os custos associados à realização do evento não ultrapassarão os 50 milhões de euros, um valor que tem sido discutido na imprensa. O ministro assegurou que não haverá saldo negativo para o Estado, uma vez que a receita fiscal gerada deverá ser superior aos custos.

O impacto mediático da Fórmula 1 também é um ponto de discussão. O Governo estima que a prova possa alcançar uma audiência de mil milhões de pessoas, mas Paulo Reis Mourão alerta que esse impacto não será imediatamente visível para o cidadão comum. Segundo ele, os efeitos mais significativos poderão ser sentidos ao longo da próxima década, especialmente por certos sectores económicos.

A oficialização do regresso da Fórmula 1 foi descrita por Manuel Castro Almeida como uma “grande notícia para Portugal”. O acordo entre o Governo e os promotores do campeonato foi assinado em Londres, mas o calendário definitivo só será conhecido em junho de 2026. O ministro acredita que a prova se integrará na temporada europeia, prevista para a primavera.

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Além disso, Manuel Castro Almeida referiu que, se a Fórmula 1 tivesse voltado em 2025, o país enfrentaria um “grave problema” nas entradas nos aeroportos. Contudo, manifestou confiança de que a situação estará melhor em 2027, quando se espera uma gestão mais eficiente das entradas nos aeroportos nacionais, especialmente após a implementação do novo sistema europeu de controlo de fronteiras.

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Fonte: Sapo

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