A Casa Branca anunciou que o petroleiro apreendido no sábado ao largo da costa da Venezuela é parte da chamada “frota fantasma”, uma rede de navios que operam com bandeiras falsas para contornar sanções e transportar petróleo venezuelano. O navio, conhecido como Centuries e com bandeira panamenha, não está na lista de sanções dos Estados Unidos, mas pertence a uma empresa petrolífera chinesa que se dedica ao transporte de petróleo da Venezuela para refinarias na China.
A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, utilizou a rede social X para esclarecer que o Centuries estava a transportar petróleo da PDVSA, a estatal venezuelana sujeita a sanções. Kelly descreveu o navio como um “navio com bandeira falsa” que faz parte da frota fantasma utilizada por Caracas para financiar o regime de Nicolás Maduro e o tráfico de drogas na região.
Este incidente marca a segunda apreensão de um navio no Caribe sob a administração do presidente Donald Trump, que na semana passada já tinha confiscado o navio Skipper e o petróleo que transportava. Trump também anunciou um bloqueio total à entrada e saída de navios petroleiros sancionados pela sua administração.
A Guarda Costeira e as Forças Armadas dos EUA confirmaram a apreensão do Centuries, após várias reportagens sobre a operação. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, partilhou um vídeo da operação, reafirmando o compromisso dos Estados Unidos em combater o tráfico de petróleo sancionado, que é utilizado para financiar atividades ilícitas.
Na terça-feira, Trump reiterou, através das redes sociais, que os Estados Unidos iriam bloquear a movimentação de todos os petroleiros sancionados da Venezuela, acusando o governo de Caracas de roubar ativos norte-americanos e de operar uma rede de tráfico de droga. Este aumento da pressão sobre o governo de Maduro coincide com uma campanha militar dos EUA, que já destruiu cerca de 30 lanchas de narcotraficantes e resultou na morte de mais de uma centena de tripulantes.
Por outro lado, o governo venezuelano rejeitou as acusações, classificando a apreensão do Centuries como um ato de “pirataria” e denunciando o “desaparecimento forçado” da tripulação. A situação continua a ser tensa, refletindo as crescentes tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela.
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Fonte: Sapo





