Um recente estudo da World Federation of Advertisers (WFA) revela que 71% das agências internas de marketing de grandes empresas, como a Coca-Cola e a Unilever, já estão a utilizar ferramentas de inteligência artificial generativa. Este fenómeno surge como uma resposta à necessidade de modernização e eficiência nos processos de marketing.
A pesquisa indica que, além dos 71% que já implementaram a inteligência artificial generativa, 65% das agências estão a experimentar estas tecnologias. Curiosamente, 12% dos marketers afirmam ter integrado completamente a inteligência artificial generativa em todos os seus processos, enquanto nenhuma agência relatou não utilizar estas ferramentas.
A tendência é clara: mais de 90% das equipas (93%) planeiam aumentar os seus investimentos em inteligência artificial generativa nos próximos 12 a 24 meses. Brenna Brandes, global marketing services manager da WFA, sublinha que “a revolução da inteligência artificial está a transformar o ecossistema do marketing, influenciando todas as etapas do processo”.
Os designers gráficos são os que mais recorrem a estas ferramentas, com 81% a utilizá-las, seguidos de copywriters, editores de vídeo e gestores de redes sociais, todos com 71%. As principais motivações para a adoção da inteligência artificial generativa incluem a aceleração da produção de conteúdo (40%) e o aumento da eficiência (13%). No entanto, é interessante notar que aspectos como a melhoria da personalização ou da qualidade criativa não foram mencionados como prioridades pelas empresas inquiridas.
Por outro lado, a integração da inteligência artificial generativa não está isenta de desafios. As preocupações éticas surgem como a maior barreira, com 64% dos inquiridos a referirem questões relacionadas com autenticidade e preconceito. Outras preocupações incluem a privacidade dos dados (57%) e a compatibilidade com as ferramentas já existentes (50%).
Em termos de resultados, apenas 7% das agências reportaram um impacto positivo consistente da inteligência artificial generativa no Retorno Sobre o Investimento (ROI). A maioria (50%) observa um ROI positivo, mas de forma intermitente.
O relatório “In-Housing AI” foi elaborado com base em dados qualitativos e quantitativos recolhidos entre abril e agosto de 2025, envolvendo marketers de mais de 30 empresas que operam em mercados globais, incluindo Europa, Médio Oriente e África.
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Fonte: ECO





