Mais de 900 mil adesões ao duplo fator de autenticação nas Finanças

Nos últimos quatro meses, mais de 900 mil contribuintes aderiram ao duplo fator de autenticação no Portal das Finanças. Esta medida visa reforçar a segurança digital dos cidadãos, protegendo-os contra tentativas de acesso não autorizado à sua informação pessoal. O Ministério das Finanças confirmou que a adesão a este mecanismo foi significativa desde a sua implementação.

Até novembro, foram registadas mais de 900 mil adesões ao duplo fator de autenticação, uma opção que, por enquanto, está disponível apenas para contribuintes singulares que não exercem atividades profissionais por conta própria. O plano é alargar esta funcionalidade a trabalhadores independentes e a pessoas coletivas, conforme anunciado em julho.

A implementação deste sistema de segurança foi acompanhada pela aprovação, em novembro, de uma resolução do Conselho de Ministros. Esta resolução autoriza a Autoridade Tributária e Aduaneira a gastar até 14 milhões de euros na aquisição de serviços móveis e de SMS, que são essenciais para o funcionamento do duplo fator de autenticação.

Apesar do foco na segurança, a Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) expressou preocupações sobre o impacto que esta medida pode ter na atividade dos contabilistas. Paula Franco, bastonária da OCC, sublinhou que, embora a segurança informática seja crucial, o duplo fator de autenticação pode “bloquear” o trabalho dos profissionais da área. A bastonária alertou que este mecanismo não é compatível com as necessidades operacionais dos contabilistas e recomendou que os seus clientes evitem a adesão.

Para mitigar os constrangimentos associados ao duplo fator de autenticação, a OCC está a colaborar com a Segurança Social e o Fisco para desenvolver soluções alternativas. A expectativa é que, na primeira reunião livre do ano, marcada para 7 de janeiro, sejam apresentadas propostas que ajudem a resolver as dificuldades que esta nova medida pode causar.

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A segurança digital é uma prioridade, mas é igualmente importante garantir que os profissionais possam desempenhar as suas funções sem interrupções. A Ordem está empenhada em encontrar um equilíbrio que permita a proteção dos dados dos contribuintes sem comprometer a eficiência do trabalho dos contabilistas.

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Fonte: ECO

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