Marcelo Rebelo de Sousa: A Presidência dos Afetos em Análise

Marcelo Rebelo de Sousa, ex-líder do PSD, tornou-se uma figura central na política portuguesa ao vencer as eleições presidenciais de 2016. Com uma abordagem inovadora, que dispensou cartazes e comícios, Marcelo apostou numa campanha de “grande proximidade afetiva” com os eleitores. Este estilo, que o catapultou para a vitória, ficou conhecido como a presidência dos afetos.

Na corrida eleitoral de 2016, Marcelo apresentou-se como um moderado, posicionando-se na “esquerda da direita”, num contexto em que o país era governado por um governo minoritário do PS, liderado por António Costa. A divisão da esquerda, que se manifestou em múltiplos candidatos, beneficiou a sua candidatura. No dia das eleições, a 24 de janeiro, Marcelo obteve mais de 52% dos votos, prometendo ser um presidente “livre e isento”.

A eleição de 2016 destacou-se pelo número recorde de candidatos, com dez a concorrer. O PS, que acabara de assumir o poder, não apoiou formalmente nenhum candidato, o que resultou numa dispersão de votos. António Sampaio da Nóvoa, que se apresentou como “cidadão presidente”, ficou em segundo lugar com 22,8% dos votos, enquanto outros candidatos, como Maria de Belém e Edgar Silva, obtiveram resultados modestos.

Em 2021, Marcelo foi reeleito sem grandes surpresas, mesmo com uma campanha marcada pelas restrições da pandemia de covid-19. Com cerca de 60% dos votos, conseguiu um resultado superior ao de 2016, embora inferior ao de Mário Soares na sua reeleição em 1991. O apoio formal do PSD e do CDS foi novamente crucial, mas Marcelo manteve-se relativamente isolado durante a campanha, focando-se na sua imagem de Presidente.

A reeleição também trouxe à tona o crescimento da extrema-direita, com André Ventura, do Chega, a surpreender ao obter mais de 10% dos votos. A esquerda, por outro lado, sofreu uma queda significativa, com Marisa Matias e João Ferreira a registarem resultados dececionantes. A abstenção, que ultrapassou os 60%, foi a mais alta de sempre, refletindo o descontentamento dos eleitores.

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Marcelo Rebelo de Sousa, que se destacou pela sua capacidade de comunicação e pela criação de laços afetivos com os cidadãos, avança agora para o seu segundo mandato com a promessa de continuar a promover a “solidariedade institucional” entre o parlamento e o governo. A sua presidência, marcada por uma abordagem humanizada e próxima dos cidadãos, será, sem dúvida, um tema central na política portuguesa nos próximos anos.

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Marcelo Rebelo de Sousa Marcelo Rebelo de Sousa Marcelo Rebelo de Sousa Nota: análise relacionada com Marcelo Rebelo de Sousa.

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Fonte: Sapo

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