A partir de 1 de fevereiro de 2026, Roma implementará uma taxa simbólica de 2 euros para quem desejar visitar a icónica Fontana di Trevi durante o dia, das 9h às 21h. Esta decisão, anunciada pela Câmara Municipal, visa gerir o elevado fluxo de turistas e proteger o valioso património histórico da cidade.
Roberto Gualtieri, presidente da Câmara de Roma, explicou que a taxa será aplicada apenas para o acesso à área circundante da fonte, onde os visitantes costumam tirar fotografias e lançar moedas. A vista da piazza onde se encontra a Fontana di Trevi permanecerá gratuita, permitindo que todos possam desfrutar da beleza do local.
De acordo com dados do The Traveler, a Fontana di Trevi atraiu cerca de 9 milhões de visitantes em 2025, com dias a registar picos de até 70 mil pessoas. Para tornar a visita mais organizada e segura, a Câmara Municipal estabelecerá um limite de 400 visitantes simultâneos na área mais próxima da fonte.
A receita gerada pela nova taxa, estimada em 6,5 milhões de euros por ano, será utilizada para a manutenção da Fontana di Trevi e de outros espaços culturais da cidade. Os residentes de Roma e da região metropolitana continuarão a ter acesso gratuito, assim como aqueles que visitarem fora do horário de cobrança. Além disso, a Câmara Municipal planeia introduzir taxas de entrada em cinco outros locais que até agora eram gratuitos, como a Villa di Massenzio e alguns museus municipais, com bilhetes a custar 5 euros.
Inaugurada em 1762, a Fontana di Trevi é um símbolo do barroco romano, alimentada pelo milenar aqueduto Acqua Vergine, e ganhou notoriedade em filmes como “La Dolce Vita”. A tradição de lançar moedas na fonte — uma para garantir o regresso a Roma, outra para o amor e uma terceira para o casamento — continuará a fazer parte da experiência, agora num ambiente mais controlado e sustentável.
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Fonte: Sapo





