O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encontraram-se novamente na Flórida para avançar nas discussões sobre um plano de paz para a Ucrânia. No entanto, as divergências entre os dois países persistem, especialmente em relação à entrega de território à Rússia, incluindo a região do Donbass, que ainda está sob controlo ucraniano.
A reunião ocorre num contexto de crescente pressão sobre Kiev, com a Rússia intensificando os ataques aéreos. No sábado, a capital ucraniana e outras regiões foram alvo de centenas de mísseis e drones, resultando em cortes de energia e aquecimento. Zelensky caracterizou estas ações como uma resposta da Rússia aos esforços de paz mediadas pelos Estados Unidos, sublinhando que Moscovo não parece estar realmente interessada em pôr fim ao conflito.
Segundo a agência Reuters, Zelensky também abordou a situação do complexo nuclear de Zaporizhzhia, um tema que continua a ser uma fonte de desacordo. A Rússia tem insistido que a Ucrânia deve ceder todo o Donbass, incluindo as áreas que ainda controla. As dúvidas sobre a disposição do presidente russo, Vladimir Putin, em aceitar os resultados das negociações de domingo aumentam, especialmente após Putin ter declarado que a Rússia continuará a guerra se Kiev não procurar uma paz rápida.
Zelensky reafirmou que não aceitará a entrega do Donbass, a menos que seja realizado um referendo para que os cidadãos ucranianos possam decidir. As autoridades norte-americanas consideraram essa disposição um sinal positivo, indicando que Zelensky não descarta concessões territoriais, embora tenha enfatizado que a Rússia precisaria concordar com um cessar-fogo de 60 dias para que a consulta pudesse ser realizada. Uma sondagem recente sugere que a população ucraniana pode não apoiar o plano.
Este encontro entre Zelensky e Trump surge após semanas de esforços diplomáticos. Os aliados europeus, embora muitas vezes excluídos do processo, têm intensificado as suas iniciativas para delinear uma garantia de segurança para a Ucrânia após a guerra, com o apoio dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos propuseram a criação de uma zona económica livre, caso a Ucrânia decida abandonar a região, embora ainda não esteja claro como essa zona funcionaria na prática. No dia anterior, Zelensky também se reuniu com o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, que anunciou um pacote adicional de 2,5 mil milhões de dólares em ajuda direta à Ucrânia. Este apoio é crucial para desbloquear o financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI). Carney destacou que alcançar a paz na Ucrânia requer uma Rússia disposta a cooperar.
Leia também: O impacto da guerra na economia ucraniana e internacional.
plano de paz Ucrânia plano de paz Ucrânia plano de paz Ucrânia plano de paz Ucrânia plano de paz Ucrânia Nota: análise relacionada com plano de paz Ucrânia.
Leia também: Morgan Stanley destaca Seagate como escolha para 2026
Fonte: Sapo





