Especialistas em segurança na Europa alertam que dois veículos espaciais russos, conhecidos como Luch-1 e Luch-2, estão a interceptar comunicações de mais de dez satélites europeus essenciais. Esta atividade levanta preocupações sobre a possibilidade de comprometer informações sensíveis e até de manipular a trajetória dos satélites ou forçá-los a cair.
Desde o seu lançamento em 2023, o Luch-2 tem estado sob vigilância, tendo já se aproximado de 17 satélites europeus. Estas manobras têm sido monitorizadas por autoridades civis e militares ocidentais, que temem que a Rússia esteja a expandir a sua “guerra híbrida” para o espaço. Este conceito abrange operações de sabotagem a infraestruturas críticas, como os cabos submarinos que suportam as comunicações globais.
Os satélites europeus em questão são, na sua maioria, utilizados para fins civis, mas também desempenham um papel crucial em comunicações militares. A crescente atividade dos veículos russos levanta questões sobre a segurança das redes de satélite, que, segundo o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, são “o calcanhar de Aquiles das sociedades modernas”. Ele alertou que um ataque a estas redes poderia paralisar nações inteiras, sublinhando a gravidade da situação.
As autoridades europeias estão a intensificar a vigilância sobre estas atividades, reconhecendo que a ameaça russa no espaço é uma realidade que não pode ser ignorada. A interceção de comunicações de satélites europeus não só compromete a segurança da informação, mas também pode ter repercussões significativas nas operações militares e civis.
Leia também: Quais as principais ameaças de cibersegurança em 2026?
A situação exige uma resposta coordenada da Europa, que deve considerar medidas para proteger os seus ativos no espaço e garantir a integridade das suas comunicações. Com o aumento das tensões geopolíticas, a segurança dos satélites europeus torna-se uma prioridade, não apenas para a defesa, mas também para a estabilidade económica e social do continente.
Leia também: Governo cria regime único para direitos dos passageiros de transportes
Fonte: ECO





