A Pixelmatters, empresa portuguesa de design e desenvolvimento de produtos digitais, lançou um novo serviço de softlanding com o objetivo de ajudar empresas tecnológicas a estabelecerem-se em Portugal. A iniciativa, denominada Tech Hubs in Portugal, já conseguiu apoiar a Ujet.cx, uma plataforma de contact center na cloud com sede em São Francisco. Esta nova oferta é especialmente direcionada a empresas dos Estados Unidos, um mercado que a Pixelmatters conhece bem.
André Oliveira, fundador da Pixelmatters, explica que o Tech Hubs in Portugal surgiu de uma colaboração com uma empresa americana que escolheu a Pixelmatters como parceiro local para iniciar o seu hub tecnológico em território português. “Percebemos que podíamos oferecer um valor acrescentado significativo e que este modelo poderia ser comercializado”, afirma Oliveira.
A proposta da Pixelmatters destaca-se pela sua abordagem centrada na qualidade do produto, ao contrário de muitos serviços de softlanding que se concentram apenas no número de colaboradores. O modelo BOT (Build+Operate+Transfer) permite que as empresas testem o mercado português com o mínimo de riscos operacionais e culturais, focando-se no desenvolvimento do seu produto sem as complicações habituais.
Oliveira sublinha que, se a colaboração for bem-sucedida, haverá a possibilidade de transferir alguns profissionais para a entidade do cliente, facilitando assim a criação de uma equipa local. “O objetivo é reduzir a fricção e maximizar o impacto no produto e no negócio”, acrescenta.
Os Estados Unidos são o mercado-alvo prioritário para o Tech Hubs in Portugal, dado o histórico da Pixelmatters com clientes desse país, como Rubrik e Salesforce. “Mais de 80% dos nossos clientes estão sediados nos EUA, por isso este é o nosso foco principal”, revela Oliveira. No entanto, a oferta está disponível para empresas de outras regiões.
Atualmente, a Pixelmatters já tem um cliente angariado, a Ujet.cx, que conta com um financiamento significativo e investidores de renome. Oliveira explica que a decisão de abrir um hub em Portugal não foi motivada apenas por questões financeiras, mas pela busca de uma cultura e profissionais de alta qualidade, algo que considera mais difícil de encontrar em outras geografias.
A empresa tem como meta angariar entre dois a três novos clientes para este modelo ao longo de 2026, o que poderá representar entre 30% a 50% da faturação anual. “Os sinais iniciais são positivos, mas continuamos a priorizar um crescimento sustentável”, afirma Oliveira.
Em termos de recrutamento, a Pixelmatters antecipa um fluxo contínuo de contratações, especialmente nas áreas de design e engenharia, caso a iniciativa tenha a tração esperada. “Não acreditamos em aumentar o número de colaboradores sem uma estratégia clara. O foco deve estar na eficiência e nos resultados”, conclui.
Além disso, a Pixelmatters anunciou uma nova liderança executiva para 2026, com André Oliveira a assumir o cargo de chairman e Bruno Teixeira a ser promovido a CEO. Oliveira acredita que esta mudança é necessária para trazer novas dinâmicas à empresa e exemplifica que, com trabalho e dedicação, é possível alcançar grandes objetivos.
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Fonte: ECO





