Os trabalhadores que recebem o salário mínimo nacional, que aumentou de 870 euros para 920 euros a partir deste mês, continuam a estar isentos do desconto mensal do IRS. As novas tabelas de retenção na fonte do IRS, que se aplicam aos salários e pensões de 2026, foram publicadas no Portal das Finanças e prometem um alívio significativo para a maioria dos trabalhadores.
Com as novas regras, os salários de 1.500 euros terão um alívio de 13 euros nos descontos para o IRS, enquanto os rendimentos mais elevados poderão beneficiar de um aumento de 22 euros. Contudo, é importante lembrar que, ao acertar contas com o fisco em 2027, muitos poderão enfrentar reembolsos menores, semelhante ao que ocorreu em anos anteriores.
As novas tabelas de retenção, que começaram a ser aplicadas desde 1 de janeiro de 2026, trazem uma redução nas taxas de IRS, que são agora mais baixas do que as vigentes nos últimos meses de 2025. Este ajuste resulta de três medidas: a diminuição das taxas do 2.º ao 5.º escalão em 0,3 pontos percentuais, a atualização dos escalões de rendimento em 3,51% e o aumento do mínimo de existência para 12.880 euros. Este último garante isenção total ou parcial do IRS para quem aufere salários mais baixos.
Os trabalhadores com salários até 1.500 euros sentirão um aumento mensal de 13 euros no rendimento líquido. Por exemplo, um solteiro sem dependentes com um salário de 1.500 euros verá o seu rendimento líquido aumentar de 1.319 euros para 1.332 euros. O mesmo se aplica a contribuintes casados e a trabalhadores com dependentes, que também beneficiarão do mesmo valor.
Para salários de 2.500 euros e 3.000 euros, os ganhos podem atingir 21 euros, aumentando os rendimentos líquidos para 2.029 e 2.337 euros, respetivamente. Já para os contribuintes que recebem 5.000 euros, o acréscimo no rendimento líquido será de 22 euros, elevando o total para 3.437 euros, no caso das pensões.
As novas tabelas de retenção também isentam de IRS os trabalhadores que ganham até 920 euros, um aumento em relação ao limite anterior de 870 euros. Para trabalhadores com deficiência, o limite é ainda mais elevado, começando a retenção apenas a partir dos 1.694 euros.
É relevante notar que as tabelas de retenção do IRS foram atualizadas duas vezes em 2025, refletindo as alterações fiscais que visam aliviar a carga tributária. As mudanças foram implementadas em duas fases, com uma primeira fase mais generosa entre agosto e setembro e uma segunda fase com efeitos mais moderados a partir de outubro.
Embora o alívio no salário líquido já seja visível, é essencial perceber que isso não se traduz num reembolso automático. Quando chegar o momento da liquidação do IRS em 2026, muitos poderão ter surpresas, com reembolsos mais baixos ou até cobranças adicionais.
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Fonte: Sapo





