Inovação em Defesa: Drones e Satélites Portugueses em Alta

O setor da defesa em Portugal está a ganhar destaque, especialmente com o investimento de 5,8 mil milhões de euros do programa europeu SAFE, considerado o maior investimento único nas Forças Armadas do país. Este impulso financeiro está a atrair a atenção de empresas portuguesas que veem na defesa com drones uma oportunidade de negócio promissora. As inovações vão desde drones e aviões militares até satélites e veículos anti-motim.

Um dos exemplos mais notáveis é a Tekever, que se destacou no desenvolvimento de tecnologias avançadas de defesa. A empresa, que se tornou um unicórnio, anunciou recentemente um investimento de mais de 400 milhões de euros no Reino Unido, onde planeia abrir a sua quarta unidade de produção. Em França, a Tekever está a investir 100 milhões de euros até 2030, com a nova unidade em Cahors prevista para abrir no final de 2026.

A Tekever não é a única a explorar o potencial da defesa com drones. A Beyond Vision, uma startup cofundada por Dário Pedro, está a expandir-se rapidamente. Com um contrato de 15 milhões de euros para fornecer 300 drones de emergência nos EUA, a empresa planeia construir uma fábrica de 50 milhões de euros naquele país. Além disso, a Beyond Vision está a aumentar a sua unidade de produção em Alverca, de 2.000 para 4.000 metros quadrados, com um investimento de 5 milhões de euros.

Outra startup em ascensão é a Connect Robotics, que visa melhorar a logística de defesa através do uso de drones. Selecionada para o programa de aceleração da NATO, a empresa está a desenvolver soluções que permitem a integração de diferentes modelos de drones, facilitando a adaptação às necessidades logísticas. A CEO Ana Manuel Martins destaca que a flexibilidade da tecnologia é fundamental para a soberania nacional, permitindo que cada Estado-membro construa capacidades logísticas resilientes.

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No setor aeroespacial, a NeuroSpace, também parte do programa da NATO, está a desenvolver uma plataforma de defesa baseada em inteligência artificial para gestão de tráfego espacial. A Spotlite, outra startup, levantou 3,5 milhões de euros para escalar a sua plataforma de monitorização de infraestruturas por satélite, com planos de expansão para novos mercados, incluindo a América do Norte.

Além disso, a Geosat está a trabalhar na “Constelação do Atlântico”, um projeto que visa criar uma rede de satélites de observação da Terra. Juntamente com o CEiiA e a Força Aérea Portuguesa, a Geosat está a desenvolver o primeiro avião civil militar projetado e fabricado em Portugal, o LUS-222, que deverá realizar o seu primeiro voo em 2028.

A indústria nacional de defesa com drones também inclui a Beyond Composite, que desenvolve produtos como placas de proteção balística. A empresa, adquirida pela Sonae Capital, está a investir em pesquisa e desenvolvimento para criar produtos mais leves e eficientes.

Por último, a Jacinto, uma empresa com 71 anos de história, está a diversificar a sua produção para incluir veículos anti-motim e outros equipamentos de defesa. O diretor-geral, Jacinto Reis, acredita que esta aposta pode elevar a indústria de defesa em Portugal.

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Fonte: ECO

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