O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou uma medida significativa ao assinar uma ordem executiva de emergência que visa proteger as receitas petrolíferas da Venezuela que estão sob custódia norte-americana. Esta decisão foi anunciada no passado sábado, menos de uma semana após a captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, pelas forças norte-americanas em Caracas.
A ordem executiva tem como objetivo impedir que essas receitas sejam confiscadas por tribunais ou credores, conforme indicado pela Casa Branca. Segundo o comunicado oficial, as receitas petrolíferas, que estão depositadas em fundos de governos estrangeiros, devem ser utilizadas na Venezuela para promover “paz, prosperidade e estabilidade”.
Na mesma sexta-feira, Trump reuniu na Casa Branca representantes de grandes empresas do setor petrolífero, incluindo gigantes norte-americanas, bem como a italiana Eni e a espanhola Repsol. Durante este encontro, o Presidente anunciou que os EUA irão decidir quais empresas terão licença para explorar os vastos recursos de hidrocarbonetos da Venezuela.
“Tomaremos a decisão sobre quais as empresas petrolíferas que irão para lá, quais permitiremos que o façam, e firmaremos um acordo com essas empresas. Provavelmente, fá-lo-emos hoje ou pouco depois”, afirmou Trump. Ele também destacou que a falta de segurança tinha sido um impedimento para as empresas, mas que agora há “segurança total” para operar no país.
A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 mil milhões de barris, de acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). No entanto, a produção atual é alarmantemente baixa, limitada a cerca de um milhão de barris por dia, resultado de décadas de falta de investimento que deterioraram as infraestruturas petrolíferas.
Esta situação levanta questões sobre o futuro das receitas petrolíferas da Venezuela e o impacto que a nova política dos EUA poderá ter na economia do país. A proteção das receitas pode ser um passo importante para a recuperação económica da Venezuela, mas a implementação eficaz desta ordem será crucial para alcançar os objetivos desejados.
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Fonte: ECO





