O Canadá e a China deram um passo significativo ao assinar um acordo de parceria estratégica que visa fortalecer as relações comerciais e turísticas entre os dois países. Este acordo, assinado na sexta-feira, 16, pelo primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, e pelo presidente chinês, Xi Jinping, surge após anos de desconfiança e tensões, especialmente em resposta às políticas protecionistas de Donald Trump.
Mark Carney anunciou que este acordo comercial preliminar, mas histórico, permitirá a eliminação de barreiras comerciais e a redução de tarifas. “China e Canadá chegaram a um entendimento que beneficiará ambas as nações”, afirmou Carney durante uma conferência de imprensa em Pequim. A parceria estratégica inclui a entrada de 49 mil veículos elétricos chineses no Canadá, com uma taxa alfandegária reduzida para 6,1%.
Além disso, a China comprometeu-se a reduzir as tarifas sobre os derivados de colza de 84% para 15%, com efeito a partir de 1 de março. Este movimento é visto como uma tentativa de fortalecer os laços comerciais e facilitar a circulação de bens entre os dois países. A China também anunciou que abrirá as suas portas a cidadãos canadenses sem a necessidade de visto, um passo que poderá impulsionar o turismo e as relações interpessoais.
As relações entre o Canadá e a China deterioraram-se significativamente em 2018, quando o Canadá deteve Meng Wanzhou, filha do fundador da Huawei, a pedido dos Estados Unidos. Esta ação provocou uma resposta imediata da China, que prendeu dois cidadãos canadianos sob acusações de espionagem. Desde então, ambos os países têm procurado restabelecer um diálogo construtivo.
A nova parceria estratégica representa uma resposta direta às políticas de Donald Trump, que têm gerado incertezas no comércio internacional. Com este acordo, Canadá e China não apenas desafiam as tarifas impostas por Trump, mas também sinalizam uma nova era de cooperação e entendimento mútuo.
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Através desta parceria estratégica, espera-se que o comércio entre o Canadá e a China não só se intensifique, mas que também sirva como um modelo para outras nações que enfrentam desafios semelhantes no cenário internacional.
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Fonte: Sapo





