A taxa de abstenção nas eleições presidenciais de 2026 foi de 47,65%, um valor significativamente inferior aos 60,76% registados em 2021. Este resultado representa a taxa mais baixa desde as eleições de 2006, quando a abstenção se fixou em 38,5%. Apesar da descida, o número ficou acima das previsões feitas à boca das urnas.
As sondagens realizadas pela Católica para a RTP e pela Pitagórica para a CNN e SIC indicavam uma abstenção entre 37% e 43%. Contudo, com o apuramento dos votos, o resultado final superou a estimativa mais alta, atingindo os 47,65%. Embora ainda faltem contabilizar os votos de sete consulados, que representam apenas 0,21% do total, a tendência de queda na abstenção já era visível ao longo do dia.
Até às 12h00, a afluência às urnas era de 21,18%, comparado com os 17,07% de 2021. Às 16h00, a taxa de afluência subiu para 45,51%, um aumento significativo face aos 35,44% das eleições realizadas em plena pandemia. Esta evolução sugere uma mobilização maior dos eleitores, refletindo um interesse renovado nas eleições presidenciais.
Em 2021, durante a reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa, a abstenção atingiu os 60,76%, um aumento em relação aos 51,3% de 2016. Historicamente, as eleições que resultaram em reeleições tendem a ter taxas de abstenção mais elevadas. Por exemplo, Jorge Sampaio viu a abstenção subir de 33,6% em 1996 para 50% em 2001, enquanto Mário Soares registou um aumento semelhante. A única exceção a esta tendência foi a eleição de 1976, onde a abstenção foi de 24,6%, descendo para 15,8% em 1980.
Mais de 11 milhões de eleitores foram convocados para escolher o novo Presidente da República, que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos. Com 11 candidatos em competição, um número recorde, nenhum obteve mais de metade dos votos válidos, o que levará a uma segunda volta marcada para 8 de fevereiro, entre António José Seguro, do PS, e André Ventura, do Chega.
Além disso, pela primeira vez desde o 25 de Abril, os votos nulos superaram os votos em branco. Registaram-se 65.381 votos nulos e 61.226 em branco, um aumento de 64,05% e 30,65% em relação a 2021. Este fenómeno, que se verifica num contexto de maior diversidade de candidatos, levanta questões sobre a satisfação dos eleitores com as opções disponíveis.
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Fonte: ECO





