Nos dias de hoje, muitas famílias enfrentam o desafio de criar um orçamento familiar sustentável. A pressão da inflação e o aumento dos preços tornam necessário um planeamento financeiro mais consciente. No entanto, poupar não significa abdicar do que é importante na vida familiar.
Um orçamento familiar sustentável é uma ferramenta que ajuda a controlar as finanças, reduzindo a ansiedade financeira e mantendo a qualidade de vida. Este tipo de orçamento é acessível a todas as famílias, independentemente do seu rendimento.
Um orçamento familiar sustentável vai além de uma simples lista de despesas. Trata-se de um plano que equilibra rendimentos, gastos e objetivos, permitindo que as famílias vivam dentro das suas possibilidades, criem margem para imprevistos e planeiem o futuro. A sustentabilidade do orçamento deve ser medida ao longo do tempo, encontrando um equilíbrio entre controlo e flexibilidade.
O primeiro passo para um orçamento familiar sustentável é saber exatamente quanto se ganha e quanto se gasta. É fundamental calcular os rendimentos líquidos do agregado familiar, incluindo salários, pensões e outros apoios. Nas despesas, é importante distinguir entre gastos fixos, como renda e seguros, e gastos variáveis, como alimentação e lazer.
Além disso, as despesas inesperadas, como reparações ou despesas de saúde, não devem ser ignoradas. Antecipá-las no orçamento ajuda a evitar surpresas desagradáveis. Também é crucial saber quanto se gasta em lazer e em despesas não essenciais, uma vez que esses encargos fazem parte do orçamento familiar sustentável.
Após reunir toda a informação, é hora de organizar o orçamento. Pode-se optar por uma folha de cálculo, uma aplicação ou até um caderno. O importante é acompanhar regularmente os valores, revendo-os semanalmente para perceber desvios e corrigir comportamentos a tempo. Ajustar o orçamento sempre que ocorrem mudanças na vida, como um novo emprego ou o nascimento de um filho, é igualmente importante.
Cortar custos sem perder qualidade de vida é possível. Muitas poupanças podem ser encontradas nos custos fixos, que muitas vezes passam despercebidos. Na área da energia, por exemplo, comparar tarifas e ajustar hábitos pode resultar em poupanças significativas. O mesmo se aplica às telecomunicações, onde renegociar pacotes pode libertar uma quantia considerável todos os meses.
Na alimentação, planejar as compras e optar por marcas brancas pode reduzir a fatura mensal. Cozinhar mais em casa e evitar refeições fora não só ajuda a poupar, como também contribui para uma alimentação mais saudável.
O consumo impulsivo é um dos maiores inimigos de um orçamento familiar sustentável. Criar um tempo de espera antes de realizar compras ajuda a evitar decisões precipitadas. Avaliar o preço em função da durabilidade do produto também é uma prática recomendada.
Um fundo de emergência é essencial para a estabilidade financeira. Este fundo deve cobrir entre três a seis meses de despesas fixas e deve ser mantido separado das contas do dia a dia, servindo como uma almofada de segurança.
Por fim, a literacia financeira é fundamental. Compreender como pequenas decisões diárias afetam o futuro financeiro é crucial para a construção de um orçamento familiar sustentável. Mudar hábitos leva tempo, mas ajustes pequenos e consistentes podem fazer uma grande diferença.
O objetivo de um orçamento familiar sustentável é proporcionar liberdade financeira. Saber que as contas estão controladas permite às famílias fazer escolhas com mais confiança, reduzindo conflitos e melhorando o bem-estar. Cortar custos sem cortar qualidade de vida é, assim, uma realidade possível com método e disciplina.
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Fonte: Doutor Finanças





