Mário de Morais, diretor-geral da Bolt Portugal, manifestou a sua convicção de que a suspensão das licenças TVDE na Madeira é uma medida temporária. Em entrevista ao ECO, Morais sublinhou que a operação da empresa está a transformar a mobilidade na região e que ainda existe muito potencial para crescimento.
O responsável da Bolt afirmou que a empresa tem vindo a substituir viaturas alugadas e próprias por opções de transporte mais sustentáveis, especialmente nas áreas mais densas do Funchal. “Acho que ainda há muito espaço para crescermos”, disse Morais, destacando a importância de um transporte mais suave.
A suspensão das licenças foi anunciada pelo governo regional em setembro, com uma resolução que limita a emissão de novas licenças e averbamentos de operadores TVDE por um período de seis meses. Esta decisão levou o representante da República na Madeira, Ireneu Barreto, a questionar a legalidade da medida junto do Tribunal Constitucional, argumentando que o governo regional não tem competência para restringir a atividade de TVDE.
Questionado sobre a legalidade da limitação, Morais preferiu não comentar, remetendo a questão para os advogados da empresa. No entanto, ele destacou que o número de viagens realizadas na plataforma tem aumentado significativamente, mesmo com o crescimento do número de motoristas. “Por cada motorista, há mais viagens do que há um ano”, afirmou.
Atualmente, a Bolt conta com cerca de 400 motoristas na Madeira, um número que cresceu após a declaração de inconstitucionalidade de normas que limitavam a atividade de TVDE na região. Morais acredita que a empresa está a cumprir as expectativas iniciais, com um aumento tanto no número de utilizadores locais como de turistas. “Cerca de metade dos utilizadores da plataforma são turistas”, revelou.
Em termos de sustentabilidade, a Bolt tem investido em veículos elétricos, mas Morais destacou a necessidade de mais infraestruturas de carregamento. Ele apelou ao governo regional para que promova investimentos nesta área, de forma a apoiar a transição para um transporte mais ecológico.
Os planos da Bolt para o futuro incluem a expansão do produto “Bolt Tours”, que oferece passeios turísticos em locais emblemáticos da Madeira, como o Cabo Girão e o Monte Palace. Contudo, Morais alertou que a expansão será mais lenta enquanto não forem emitidas novas licenças.
O governo regional, liderado por Miguel Albuquerque, decidiu suspender a emissão de licenças para avaliar os impactos do setor, uma medida que continua a gerar controvérsia. “O setor precisa de ser regulado, não pode haver um mercado livre no setor dos transportes”, afirmou Morais, reiterando a posição da empresa sobre a necessidade de um equilíbrio entre regulação e crescimento.
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Fonte: ECO





