A ministra do Ambiente e da Energia, Maria Graça Carvalho, afirmou esta sexta-feira que o Governo está a analisar as opções para manter o controlo da refinaria de Sines. Em declarações à margem de uma conferência em Lisboa, a ministra sublinhou que seria preferível que Portugal mantivesse a gestão desta infraestrutura estratégica, mas alertou para as regras do mercado.
Questionada sobre as declarações do ministro da Economia, que defendeu o controlo nacional da refinaria de Sines, Maria Graça Carvalho garantiu que o Governo está coordenado nesta questão. “Do ponto de vista da independência energética, é uma solução melhor. Vamos ver os mecanismos que existem”, afirmou, referindo-se à possibilidade de Portugal assumir a gestão da refinaria.
Contudo, a ministra lembrou que “estamos num mercado interno com as suas regras, na Organização Mundial do Comércio”. O acordo entre a Galp e a Moeve, que está a ser estudado pelo Governo, envolve duas empresas privadas e está a ser acompanhado de perto pelo primeiro-ministro, pelo ministro das Finanças e pelo ministro da Economia.
Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, reiterou que seria benéfico que a refinaria de Sines continuasse sob controlo português, mas reconheceu que as negociações estão a decorrer entre as duas entidades privadas. “O Governo foi cauteloso, como deveria ser. Estamos cientes das vantagens e desvantagens desta operação”, disse.
Atualmente, o Estado português detém 8,2% do capital da Galp, através da Parpública. O acordo não vinculativo entre a Galp e os acionistas da Moeve, que inclui a Mubadala Investment Company e o fundo The Carlyle Group, visa discutir a junção dos respetivos portefólios de refinação e venda de combustíveis na Península Ibérica. A Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria ficará nas mãos dos acionistas da Moeve.
A refinaria de Sines é considerada crucial para o abastecimento energético nacional, e a sua gestão levanta preocupações sobre a proteção dos empregos e a soberania energética. A Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal já solicitou uma reunião com o primeiro-ministro para esclarecer a posição do Governo sobre este tema, enfatizando a importância do controlo sobre investimentos estratégicos.
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refinaria de Sines Nota: análise relacionada com refinaria de Sines.
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Fonte: ECO





