A Ucrânia denunciou uma série de ataques russos na noite de sábado, que resultaram na morte de pelo menos uma pessoa e deixaram 27 feridos em várias cidades, incluindo Kiev e Kharkiv. Este ataque ocorre num momento crítico, em que delegações da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos se encontram em Abu Dhabi para discutir um possível processo de paz.
De acordo com a Reuters, cerca de 1,2 milhões de ucranianos ficaram sem eletricidade e 6.000 edifícios em Kiev perderam acesso ao aquecimento, numa noite em que as temperaturas desceram para 10 graus negativos. O chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiga, criticou a ação russa, afirmando que “com cinismo, [Vladimir] Putin ordenou um ataque brutal e massivo contra a Ucrânia precisamente quando as delegações se reúnem para avançar no processo de paz”.
Os alertas de ataques aéreos foram ouvidos em todo o país durante as conversações, que começaram na sexta-feira nos Emirados Árabes Unidos. Sybiga expressou a sua indignação nas redes sociais, sublinhando que, para os ucranianos, “foi mais uma noite de terror russo”.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que a Rússia lançou um total de 370 drones e 21 mísseis, atingindo alvos civis, incluindo uma maternidade em Kharkiv. As conversações em Abu Dhabi representam as primeiras negociações diretas conhecidas entre Moscovo e Kiev sobre o plano norte-americano para pôr fim ao conflito.
Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, o conflito já causou dezenas de milhares de mortos. No final do primeiro dia de negociações, Zelensky afirmou que “ainda é demasiado cedo para tirar conclusões”. Ele destacou a necessidade de que não só a Ucrânia deseje terminar a guerra, mas que a Rússia também manifeste uma vontade semelhante.
A presidência russa, por sua vez, espera negociações difíceis e reiterou a exigência de que a Ucrânia retire as suas forças dos territórios industriais e mineiros do leste do país, que estão maioritariamente sob controlo russo.
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Fonte: ECO





