No passado sábado, o Grande Oriente Lusitano (GOL) fez um apelo à união e participação dos eleitores nas próximas eleições presidenciais, enfatizando a importância de defender os valores da democracia, do estado de direito e do humanismo. A organização, que é a maior obediência maçónica em Portugal, manifestou-se contra aqueles que procuram restringir a liberdade e os direitos universais.
Num comunicado, o GOL instou todos os cidadãos que se identificam com os princípios democráticos a unirem-se e a participarem ativamente na defesa destes valores fundamentais. O grupo sublinhou que é crucial que a sociedade civil se mobilize em todos os atos políticos e cívicos que possam influenciar a democracia e a República portuguesa.
Com mais de duzentos anos de história, o Grande Oriente Lusitano tem sido um pilar na luta pela liberdade e progresso em Portugal. A organização recordou que, ao longo da sua trajetória, muitos dos seus membros arriscaram as suas vidas pela construção da primeira democracia liberal constitucional no país. Embora o comunicado não tenha mencionado candidatos específicos, a mensagem é clara: a defesa da democracia é uma prioridade.
O GOL também fez referência ao passado sombrio da ditadura em Portugal, onde a Maçonaria foi perseguida e os seus membros enfrentaram a opressão e a clandestinidade. O grupo reiterou que não pode aceitar qualquer tentativa de retrocesso no que diz respeito ao estado de direito constitucional e à proteção dos direitos universais.
Este apelo surge num contexto em que os valores democráticos e os direitos humanos estão sob ameaça, com movimentos que promovem a discórdia e o obscurantismo a ganharem força. O GOL alertou que o mundo enfrenta uma incerteza crescente, com os pilares da ordem internacional a vacilarem, e a lei do mais forte a tentar substituir a razão.
A organização maçónica destacou que tanto a Europa como Portugal estão a ser confrontados por forças que se tornam cada vez mais influentes, tanto internamente como a partir do exterior. O GOL concluiu que este é um momento crítico para a defesa da democracia e que a participação cívica é essencial para garantir um futuro seguro e justo.
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Fonte: Sapo





