O Banco BPI foi recentemente notificado pelo Banco de Portugal sobre o seu requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis, conhecido como MREL. Este requisito, estabelecido pelo Conselho Único de Resolução (CUR), deverá ser cumprido até 2026 e substitui a norma anterior que seria divulgada em janeiro de 2025.
De acordo com a notificação, o BPI deve assegurar um montante mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis que corresponde a 22,12% do total dos ativos ponderados pelo risco (RWA). Com a inclusão do requisito combinado de reserva de fundos próprios, o rácio total de MREL exigido para 2026 sobe para 26,60%.
Este aumento de 1,4 pontos percentuais em comparação com os requisitos de 2025 deve-se à introdução de uma reserva para risco sistémico setorial, que faz parte da componente Market Confidence Charge, e à implementação da reserva contracíclica a partir de 1 de janeiro de 2026. Apesar deste aumento, o BPI afirma que os seus rácios atuais são suficientes para acomodar este novo requisito de MREL.
Além disso, o montante mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis em relação à exposição total do rácio de alavancagem (LRE) permanece fixo em 5,91%. Em 31 de dezembro de 2025, o BPI já cumpria os requisitos de MREL estabelecidos para 2026, tanto em termos de percentagem do RWA como do LRE.
O banco garante que, no seu plano de financiamento a longo prazo, continuará a cumprir os requisitos de MREL no futuro, assegurando assim a sua solidez financeira. Leia também: “Como os requisitos de MREL impactam os bancos em Portugal”.
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Fonte: Sapo





