Inovação aberta: a transformação necessária nas empresas

Nos últimos vinte anos, a inovação aberta tem sido uma presença constante no discurso empresarial, marcada por entusiasmo e iniciativas visíveis. No entanto, essa efervescência parece estar a dissipar-se. O que antes era uma promessa de modernidade e visão agora enfrenta um cenário de declínio, com menos anúncios e menos eventos celebratórios. Para alguns, esta é uma fase passageira; para outros, é o sinal de que a inovação aberta, tal como a conhecemos, pode estar a chegar ao fim.

Contudo, a questão não é a inovação aberta em si, mas sim a sua versão superficial, que existia para ser exibida sem realmente tocar nos processos que moldam o futuro das empresas. Durante muito tempo, a inovação viveu num espaço confortável, próxima do poder, mas sem comprometer as estruturas existentes. Isso resultou na criação de ecossistemas paralelos que permitiam experimentar sem arriscar, mas que raramente produziam resultados concretos.

A realidade atual, marcada pela aceleração tecnológica e instabilidade económica, exige que a inovação deixe de ser um mero gesto aspiracional. As empresas precisam de justificar a sua presença através de resultados tangíveis. Esta mudança de paradigma é, na verdade, uma boa notícia. Os orçamentos tornaram-se mais seletivos, e as iniciativas que não geram receitas ou que não melhoram as margens estão a ser eliminadas. A inovação que se mantém é aquela que contribui para o crescimento e que lidera a transformação interna.

As empresas que reconhecem esta transição estão a demonstrar resultados impressionantes. A inovação está a ser integrada no centro da tomada de decisões, e os líderes estão a passar de evangelizadores a orquestradores de crescimento e eficiência. As relações com start-ups e tecnologia emergente tornaram-se mais exigentes, focando-se no impacto real.

Entretanto, alguns analistas menos otimistas interpretam o recuo da inovação aberta como um sinal de morte. No entanto, o que realmente se observa é uma mudança de foco. A inovação não desaparece; ela simplesmente se afasta das narrativas fáceis e instala-se em áreas onde as decisões têm consequências. Quando a inovação deixa de precisar de adjetivos, torna-se verdadeiramente relevante, funcionando como um mecanismo de seleção que distingue as empresas que usam o futuro como linguagem daquelas que o assumem como estratégia.

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inovação aberta Nota: análise relacionada com inovação aberta.

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Fonte: Sapo

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