IRS Jovem: descubra quanto pode poupar com novas tabelas

O IRS Jovem está a trazer boas notícias para muitos jovens trabalhadores em Portugal. Com as novas tabelas de retenção na fonte, que entraram em vigor em janeiro de 2026, alguns beneficiários podem ver o seu salário líquido aumentar até 47 euros por mês. Esta informação resulta de simulações realizadas pela EY, que analisaram as alterações às tabelas publicadas pelo Governo.

As novas tabelas de retenção na fonte foram ajustadas com base em três fatores principais: uma atualização de 3,51% dos escalões de IRS, o aumento do mínimo de existência para 12.880 euros e a subida do salário mínimo nacional, que passou de 870 para 920 euros. A EY estima que, em geral, os trabalhadores terão um acréscimo no rendimento disponível, com um aumento médio de 22 euros.

Para os jovens que estão a iniciar a sua carreira profissional, as tabelas de retenção na fonte aplicam-se de forma “especial” através do regime do IRS Jovem. Este regime oferece uma redução significativa do IRS durante os primeiros dez anos de atividade laboral, com isenções que variam conforme o tempo de trabalho. No primeiro ano, a isenção é total; do segundo ao quarto ano, é de 75%; do quinto ao sétimo, 50%; e do oitavo ao décimo ano, 25%.

Por exemplo, um jovem solteiro com um salário bruto de mil euros, beneficiando do IRS Jovem no primeiro ano, não pagará IRS. No entanto, se já estiver no segundo ao quarto ano, o seu salário líquido aumentará apenas cinco euros, uma vez que a retenção mensal passará de 14 para 9 euros. Para aqueles que estão no quinto ao sétimo ano, o aumento será de 11 euros, com a retenção a descer de 29 para 18 euros.

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Para um jovem com um salário de 1.500 euros, a situação é semelhante. No primeiro ano, a isenção é total. No segundo ao quarto ano, o aumento do salário líquido será de quatro euros, com a retenção a passar de 46 para 42 euros. Já no quinto ao sétimo ano, a retenção desce de 93 para 84 euros, resultando num aumento de nove euros no salário líquido.

Nos casos de salários mais elevados, como 2.250 euros, o IRS Jovem não garante isenção no primeiro ano. Contudo, as novas tabelas de retenção ainda assim proporcionam uma poupança significativa. Um jovem com esse salário, que beneficie do IRS Jovem, verá a sua retenção mensal descer de 36 para 23 euros, resultando numa poupança de 13 euros.

Para salários ainda mais altos, como 4.000 ou 6.000 euros, as poupanças mensais podem ser bastante expressivas. Por exemplo, um jovem a ganhar 6.000 euros, no segundo ano do IRS Jovem, verá a sua retenção mensal descer de 1.261 euros para 1.214 euros, uma diferença de 47 euros.

É importante destacar que estas simulações se baseiam apenas na retenção na fonte de IRS e não incluem as contribuições sociais, que são de 11% do salário. Assim, o IRS Jovem representa uma oportunidade significativa para os jovens trabalhadores, permitindo-lhes aumentar o seu rendimento disponível ao longo dos primeiros anos de carreira.

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Fonte: ECO

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