Trabalho híbrido: nova realidade laboral em Portugal

Cinco anos após o início da pandemia, o trabalho híbrido consolidou-se como uma nova realidade laboral, afetando 73% dos profissionais de escritório em todo o mundo. De acordo com dados globais da JLL, a análise realizada em 31 países revela como Portugal se insere nesta transformação.

Atualmente, 66% dos trabalhadores de escritório globalmente estão sujeitos a políticas que definem a frequência de trabalho no escritório. Entre eles, 13% trabalham presencialmente de um a dois dias por semana, 26% entre três a quatro dias, e 27% mantêm um regime de trabalho totalmente presencial. Os restantes 34% desfrutam de maior flexibilidade, pois as suas empresas não têm políticas estruturadas.

Em Portugal, observa-se uma tendência para políticas mais restritivas, que visam aumentar a permanência dos colaboradores nos escritórios. Apesar de 72% dos trabalhadores expressarem uma atitude positiva em relação às políticas das suas empresas, apenas 81% cumprem efetivamente as regras estabelecidas. Curiosamente, os trabalhadores mais velhos são os que mais respeitam essas normas, com uma taxa de cumprimento de 92%.

Um dado significativo é a mudança nas prioridades dos trabalhadores. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional é agora a maior prioridade para 65% dos inquiridos, um aumento considerável em relação aos 48% registados em 2021. Este fator supera até a preocupação com o salário e é seguido pela busca de um sentido de propósito no trabalho.

Embora os novos modelos de trabalho sejam vistos como benéficos para o bem-estar, uma realidade preocupante emerge: quase 40% dos inquiridos relatam sinais de burnout, e 24% consideram mudar de emprego nos próximos 12 meses. Entre aqueles que ponderam sair, 57% referem sentir-se exaustos, evidenciando uma ligação direta entre o bem-estar e a retenção de talentos. Estes dados ressaltam a necessidade de uma maior sensibilização para a saúde mental e a compreensão de que boas políticas de trabalho flexíveis não garantem, por si só, o bem-estar dos colaboradores.

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O espaço físico continua a desempenhar um papel central no ambiente de trabalho. Um dado interessante revela que 84% dos trabalhadores satisfeitos com o seu local de trabalho aceitam melhor as políticas de presença, em contraste com apenas 48% entre os insatisfeitos. A conclusão é clara: a qualidade do escritório é fundamental para que os colaboradores queiram estar presentes.

Um em cada três trabalhadores acredita que a experiência no seu escritório pode ser melhorada, especialmente em áreas que promovam a criatividade, o bem-estar e a cultura empresarial. As empresas portuguesas, que muitas vezes ocupam escritórios desqualificados, têm uma grande oportunidade de transformar o espaço físico numa vantagem competitiva, essencial para a atração e retenção de talentos.

Os dados de 2025 indicam que o trabalho híbrido amadureceu e se tornou mais restritivo do que no passado. O desafio para 2026 será continuar a adaptar os escritórios às novas formas de trabalhar, reconhecendo que a qualidade do espaço é crucial para o sucesso das políticas híbridas.

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Fonte: ECO

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